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RJ: Governador diz não haver previsão da chegada das vacinas contra covid

Claudio Castro (PSC), governador em Exercicio do Estado do Rio de Janeiro - ADRIANO ISHIBASHI/ESTADÃO CONTEÚDO
Claudio Castro (PSC), governador em Exercicio do Estado do Rio de Janeiro Imagem: ADRIANO ISHIBASHI/ESTADÃO CONTEÚDO

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

16/01/2021 15h03

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), admitiu na manhã de hoje que as vacinas contra a covid-19 não têm previsão de chegada no estado. Inicialmente, as doses chegariam amanhã (17) à capital fluminense e a campanha de imunização seria executada a partir de quarta-feira (20). Na tarde de hoje, a prefeitura da capital confirmou que não há condições de iniciar os trabalhos na data prevista.

Castro informou, porém, que conversou ontem (15) com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e ouviu que a data para a chegada dos lotes da vacina seria definida apenas na próxima terça-feira (19). A quantidade do imunizante que destinado ao Rio também é incerta. Inicialmente, o estado esperava vacinar mais de 1 milhão de pessoas na primeira leva.

"Falei com o ministro Pazuello sobre essa questão, e ele falou que até terça já terá uma posição oficial de quando chega. Tem essa questão do avião sair da Índia para chegar aqui, o lote também do Butantan para chegar. Ele falou que na segunda, no máximo na terça-feira, tem essa posição de quando chega e qual a quantidade de cada estado", afirmou o governador.

Pela manhã, o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (DEM) afirmou que o município está pronto para realizar a imunização. No entanto, ele admitiu não ter certeza dos prazos.

"A gente espera que não haja atraso, mas aí eu confesso que não tenho ainda uma posição oficial do Ministério da Saúde", afirmou.

RJ já distribui seringas para municípios

O governo do Rio iniciou hoje a distribuição de lotes das 8 milhões de seringas e agulhas que serão fornecidas aos 92 municípios do estado para a vacinação contra a covid-19. Os insumos já estavam em estoque e serão usados na campanha de imunização.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, mais um milhão de seringas devem chegar aos depósitos da pasta, totalizando 9 milhões de ampolas. Esse último lote é fruto de doações de empresas de materiais hospitalares. O trabalho da logística de distribuição é coordenado por um depósito de Niterói, na Região Metropolitana.

De acordo com a agenda do Programa Nacional de Imunizações, o Rio de Janeiro deve receber dois lotes de entregas com 1,4 milhão de doses, cada. A previsão é que o primeiro volume seja entregue ainda em janeiro. O segundo lote deve chegar em fevereiro, atendendo as duas doses de vacinação.

Na primeira fase, idosos acima de 75 anos, indígenas, idosos que vivem em asilos e profissionais da área da saúde que atuam na linha de frente de combate à covid-19 devem ser contemplados.

Fiocruz espera resposta da Anvisa

A Fundação Oswaldo Cruz aguarda a análise do pedido de concessão emergencial feita à Anvisa para o registro de sua vacina. O imunizante em questão é o elaborado pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca. Toda documentação pendente exigida pela agência reguladora já foi entregue.

A decisão final sobre a concessão do registro será tomada amanhã. A Anvisa também discutirá na mesma reunião se aprova o pedido feito pelo Instituto Butantan, que desenvolve a vacina CoronaVac em conjunto com o laboratório Sinovac.

Em nota, a Fiocruz afirma que "tem mantido seu corpo técnico à disposição para eventuais esclarecimentos que ainda se façam necessários durante a análise".reguladora já foi entregue.

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