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Secretário de SP ataca prefeita de Bauru e alerta: 'não pode virar Manaus'

Marco Vinholi, secretario de Desenvolvimento Regional de São Paulo, criticou a prefeita de Bauru, Suellen Rosim por não saber conduzir a pandemia do novo coronavírus na cidade - Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Marco Vinholi, secretario de Desenvolvimento Regional de São Paulo, criticou a prefeita de Bauru, Suellen Rosim por não saber conduzir a pandemia do novo coronavírus na cidade Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Douglas Porto

Do UOL, em São Paulo

02/02/2021 18h16

O secretario de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi, criticou a prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (Patriota), alegando que ela não entendeu a dimensão e o avanço da pandemia do novo coronavírus ignorando o problema e tendo como exemplo "de maneira irresponsável, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido)".

De acordo com o secretário, a prefeita age de forma "pouco racional". "Suéllen age não apenas como uma militante bolsonarista. Age como fã; e fã faz tudo pelo ídolo, inclusive ser pouco racional. Num momento em que Bauru tem recorde de casos de coronavírus e 90% dos seus leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] ocupados, a prefeita passa por cima da Ciência e da Medicina, lançando mão de negacionismo", declara Vinholi em nota enviada ao UOL.

Suéllen acabou virando alvo do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), após se reunir com integrantes do governo federal entre 26 e 27 de janeiro em Brasília. Na ocasião, ela afirmou que "na conversa com o presidente Jair Bolsonaro, falamos sobre a necessidade de investimentos na saúde de Bauru, pois o nosso município é um polo regional. Também mantivemos a disposição em manter um contato permanente com os ministérios".

Na segunda-feira (1º), durante entrevista coletiva, o governador paulista afirmou que a prefeita era negacionista e estava fazendo "vassalagem para o presidente Jair Bolsonaro, visitando-o no Palácio do Planalto ao em vez de proteger a população de Bauru e defender a vida e a saúde de seus habitantes".

Segundo o dicionário Houaiss, vassalo significa: "no sistema feudal, indivíduo que, mediante juramento de fé e fidelidade a um suserano, dele se tornava dependente, rendendo-lhe preito e tributo; aquele que é súdito de um soberano; que paga tributo a alguém; tributário; que se subordina a; dependente, submisso".

Porém, a chefe do executivo bauruense rebateu Doria afirmando que "não sou vassala. Eu vou aonde for necessário para ter verbas para meu município. Estive em São Paulo como estive em Brasília e fui recebida pelo presidente da República." E ainda esclarece que "agora dizer que eu sou irresponsável, vassala, negacionista. Isso eu jamais vou aceitar. Assim como eu te respeito, peço que o senhor também me respeite".

E ainda cobrou posicionamento sobre as medidas do Plano São Paulo de retomada econômica, que com as medidas de isolamento social, acaba afetando o comércio de produtos não essenciais e sobre investimentos no sistema de saúde local.

"O que nós precisamos governador não é abre e fecha, nós precisamos que nosso sistema de saúde melhore. Bauru tem esse problema há muito tempo. O Estado é cobrado por mais vagas internação, de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e abertura definitiva do HC [Hospital das Clínicas]. Mas isso nunca aconteceu, são promessas que não foram cumpridas", fundamenta.

Vinholi repetiu os argumentos de Doria e questionou as atitudes de Suéllen. "Em seus discursos quanto à pandemia, fala em respeito, mas onde está o seu respeito, na qualidade de gestora e de cidadã, com as pessoas que estão testemunhado a morte de familiares, de amigos e de conhecidos todos os dias em Bauru?!", continua.

O secretário ainda explicou que a preocupação do Governo do Estado de São Paulo é "proteger os cidadãos e tomar decisões que defendam a Saúde dos municípios paulistas.". Defende que vidas estão em jogo, não sendo hora para panfletagem política, e ainda cita que "Bauru não pode virar Manaus", que passa por um colapso no sistema de saúde, com falta de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e oxigênio.

Em nota enviada ao UOL, Suéllen Rosin declarou solidariedade ao povo de Manaus, por todo o sofrimento que estão passando e considerou como "inoportuna a comparação. A prefeitura tem feito a sua parte para evitar um agravamento da crise na saúde, e espera a mesma contribuição do Estado, com a abertura de leitos e o funcionamento em definitivo do Hospital das Clínicas (HC)".

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