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Coronavírus

Conteúdo publicado há
1 mês

Brasil tem recorde na média de mortes no dia que chega a 250 mil óbitos

Colaboração para o UOL, em São Paulo

24/02/2021 18h19

No mesmo dia em que o Brasil superou a marca dos 250 mil mortos pela covid-19, a média móvel de óbitos bateu um novo recorde: 1.129 pessoas morreram em média nos últimos sete dias, o maior número desde o início da pandemia no país. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, baseado em dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde.

Foram registradas 1.433 novas mortes nas últimas 24 horas. Com isso o país atingiu 250.079 óbitos no total, consolidando-se como o segundo país no mundo a registrar o maior número de mortos pela covid, atrás apenas dos Estados Unidos com 504.738, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Antes do dia de hoje, o recorde na média móvel havia sido registrado no dia 14 de fevereiro, quando 1.105 pessoas morreram em média naquela semana. Além disso, o país completa hoje 35 dias consecutivos com mais de mil óbitos em média —período mais longo em toda a pandemia.

Este foi o quinto dia com maior número de mortes registradas em um intervalo de 24 horas em toda a pandemia. O recorde foi computado em 29 de julho, com 1.554. Os números não indicam quando os óbitos ocorreram de fato, mas, sim, quando passaram a contar dos balanços oficiais.

Pelos dados do consórcio:

  • 20 de junho de 2020: Brasil atinge 50 mil mortes por covid-19
  • 8 de agosto de 2020: 100 mil mortes (49 dias depois dos 50 mil)
  • 10 de outubro de 2020: 150 mil mortes (63 dias depois dos 100 mil)
  • 7 de janeiro de 2021: 200 mil mortes (89 dias depois dos 150 mil)
  • 24 de fevereiro de 2021: 250 mil mortes (48 dias depois dos 200 mil)

Entre junho de 2020 e meados de agosto, o Brasil atingiu um estágio de platô com média diária de mortes em torno de mil. Em seguida, houve uma tendência de queda nestes números, com flexibilização de restrições à circulação e ao funcionamento do comércio. No entanto, a partir de novembro, houve uma aceleração na quantidade de óbitos e, em 2021, o país voltou a apresentar índices elevados, ainda maiores que os dos primeiro pico.

A análise das médias móveis estaduais mostra um aumento nos estados com tendência de aceleração. Foram 13 hoje contra 12 do dia anterior. Seis foram os estados com tendência de queda e sete mais o Distrito Federal em situação de estabilidade.

Das regiões, apenas o Norte teve queda (-19%) após dias seguidos em estabilidade. Já Nordeste (36%) e Sul (44%) tiveram aceleração. Centro-Oeste (2%) e Sudeste (-4%) se mantiveram estáveis.

A vacinação começou em meados de janeiro, mas segue em passos tímidos: apenas 2,92% da população havia recebido pelo menos uma dose de imunizante, segundo dados divulgados hoje pelo consórcio.

Houve 65.387 diagnósticos positivos para o novo coronavírus de ontem para hoje em todo o país. Desde o começo da pandemia, o total de infectados subiu para 10.326.008.

Dados da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (24) que o Brasil registrou 1.428 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Esta é a segunda maior marca verificada no ano, de acordo com o órgão. O recorde ocorreu em 7 de janeiro, com 1.524 novos óbitos entre um dia e outro.

Pelos números do governo federal, o país chegou a 249.957 óbitos causados pela doença desde o início da pandemia.

De ontem para hoje, houve 66.588 casos confirmados, elevando o total de infectados para 10.324.463, segundo dados do Ministério.

De acordo com a pasta, 9.281.018 pessoas se recuperaram da covid-19, com outras 793.488 em acompanhamento.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (-7%)

  • Minas Gerais: estável (-5%)

  • Rio de Janeiro: estável (12%)

  • São Paulo: estável (-10%)

Região Norte

  • Acre: aceleração (40%)

  • Amazonas: queda (-49%)

  • Amapá: queda (-35%)

  • Pará: aceleração (68%)

  • Rondônia: aceleração (43%)

  • Roraima: queda (-22%)

  • Tocantins: queda (-17%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estável (12%)

  • Bahia: aceleração (60%)

  • Ceará: aceleração (44%)

  • Maranhão: aceleração (19%)

  • Paraíba: aceleração (49%)

  • Pernambuco: estável (0%)

  • Piauí: aceleração (24%)

  • Rio Grande do Norte: aceleração (89%)

  • Sergipe: queda (-20%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (6%)

  • Goiás: aceleração (16%)

  • Mato Grosso: estável (-5%)

  • Mato Grosso do Sul: queda (-32%)

Região Sul

  • Paraná: aceleração (25%)

  • Rio Grande do Sul: aceleração (52%)

  • Santa Catarina: aceleração (68%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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