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Covid: Doria diz a prefeitos que irá comprar 60 milhões de doses de vacinas

Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante entrevista coletiva sobre a pandemia de covid-19 no Palácio dos Bandeirantes - Divulgação
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante entrevista coletiva sobre a pandemia de covid-19 no Palácio dos Bandeirantes Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

02/03/2021 20h53Atualizada em 03/03/2021 07h28

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou hoje que irá comprar 60 milhões de doses de vacinas até dezembro. A promessa do tucano foi feita durante reunião virtual realizada com prefeitos de cidades do estado de São Paulo.

Segundo Doria, serão 20 milhões de doses da vacina da Sputnik, 20 milhões da Pfizer e uma outra encomenda de 20 milhões de doses da Coronavac. "Portanto, estamos dispostos —e já separamos recursos— para mais 60 milhões de doses para os brasileiros de São Paulo", disse o governador.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda não autorizou imunizantes da Moderna, a Sputnik e a indiana Covaxin. Na semana passada, a agência aprovou o pedido de registro definitivo da vacina produzida pela Pfizer e pela Biontech.

O anúncio de Doria foi feito no mesmo dia em que o estado de São Paulo registrou 468 mortes por covid-19, número mais alto desde o começo da pandemia. Com isso, o estado chegou a 60.014 óbitos pela doença, além de já somar mais de 2 milhões de casos confirmados (2.054.867).

Mais cedo, o governador de São Paulo, João Doria, havia dito que esta é a "pior semana da pandemia". O recorde anterior de mortes em 24 horas no estado era de 455, registrado em 13 de agosto de 2020.

Além de São Paulo, Rio Grande do Sul (185 óbitos) e Rondônia (46 óbitos) também bateram recordes no número diário de mortes em decorrência da doença desde o início da pandemia.

  • São Paulo: acelerado (18%)

Governadores atuarão em consórcio

Reportagem da agência Reuters mostrou que governadores devem atuar em consórcio para comprar doses de vacinas, como a russa Sputnik V.

Os governadores, que se reuniram nesta terça com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para tratar da gestão da pandemia, visitaram a União Química, farmacêutica sediada em Brasília e que fabricará a Sputnik V no Brasil.

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou que a comitiva pediu à União Química que apresente um cronograma de produção de doses do imunizante até no máximo a próxima semana. Ele disse que a expectativa da companhia é iniciar a produção industrial da vacina em abril.

Recorde atrás de recorde

Uma semana após atingir 250 mil mortes, o Brasil registrou hoje o maior número de óbitos desde o início da pandemia e a maior média móvel de mortes. Foram 1.726 mortes nas últimas 24 horas. O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, com base nos dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde.

Pelo quarto dia consecutivo, o país apresentou a maior média móvel de mortes desde o início da pandemia no Brasil: 1.274. Desde ontem, o país voltou a ter tendência de aceleração na comparação com 14 dias atrás. Hoje a alta foi de 23%.

Até agora, 7,1 milhões de brasileiros foram vacinados contra a covid-19 —o correspondente a 3,36% da população nacional. Nas últimas 24 horas, 335.551 pessoas receberam a primeira dose da vacina. Já a segunda dose foi aplicada em 154.029 brasileiros de ontem para hoje.

No total, 2.166.982 pessoas receberam as duas doses de vacina, conforme recomendado pelos laboratórios que produzem a CoronaVac e a Oxford/AstraZeneca.

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