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SP: Impacto de medidas poderá ser avaliado em uma semana, diz coordenador

Paulo Menezes explicou por que, mesmo com protocolos sanitários, comércios e restaurantes precisam fechar - Reprodução
Paulo Menezes explicou por que, mesmo com protocolos sanitários, comércios e restaurantes precisam fechar Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL

05/03/2021 09h39

Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência da covid-19 em São Paulo, acredita que é preciso esperar cerca de uma semana para ver os efeitos das medidas restritivas que começarão a valer a partir de amanhã.

"Tudo que fazemos hoje, vamos ver consequências daqui a uma ou duas semanas. Acreditamos que dentro de uma semana possamos ter uma boa avaliação sobre os impactos das medidas tomadas agora", afirmou Paulo, em entrevista à CNN Brasil.

Todo o estado entrará na fase vermelha do Plano São Paulo a partir da meia-noite desta sexta-feira. Nesta fase, apenas serviços essenciais - como mercados e farmácias - ficam abertos, mas com capacidade reduzida. A medida vale até o dia 19, mas pode ser prorrogada.

Essas medidas causaram um protesto na Marginal Tietê, na manhã de hoje. Manifestantes alegam que os comércios e restaurantes seguem todos protocolos contra covid-19 e por isso podem funcionar. Mas Paulo admitiu que só esses cuidados não bastam neste momento.

"Reconhecemos as dificuldades e esforços desses setores para seguir protocolos. Mas essas atividades, de alguma maneira, trazem risco. Se duas pessoas se encontram em um restaurante e tiram máscara para comer, isso aumenta risco, em comparação com quem come em casa", explicou Paulo, destacando a gravidade da crise atual.

Segundo ele, o estado de São Paulo está com 78% dos leitos de UTI ocupados e tem regiões com mais de 90%. "A previsão é que continuemos observando aumentos nos próximos dias. Medidas são necessárias para redução da transmissão, para observar redução de casos e internações", completou Paulo.

Boletim divulgado ontem pela Secretaria Estadual da Saúde informou que já foram confirmados mais de 2 milhões de casos de covid-19 no estado e quase 61 mil mortes.

O governo de São Paulo diz que os jovens têm ocupado mais e por tempo maior os leitos de UTI destinados à doença. Nas últimas duas semanas, após o Carnaval, o estado registrou, em média, 93 internações por dia —60% dos pacientes estão nas faixas de 30 a 50 anos.

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