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Coronavírus

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1 mês

Primeira paciente de covid-19 no RJ, advogada segue sem olfato e paladar

Jeniffer Pereira Melgaço sentiu febre, coriza e cansaço excessivo - Divulgação
Jeniffer Pereira Melgaço sentiu febre, coriza e cansaço excessivo Imagem: Divulgação

Colaboração para o UOL

09/03/2021 10h46

Jeniffer Pereira Melgaço, advogada de 29 anos, foi a primeira pessoa a testar positivo para covid-19 no Rio de Janeiro, há mais de um ano. Ela superou a maioria dos sintomas da doença, mas revelou que até agora não recuperou totalmente o olfato e o paladar.

"Estou sem olfato e paladar mesmo passado um ano, só sinto algo meio distorcido. Eu fui a um otorrino, que me passou um remédio e uma tomografia, mas a medicação não teve efeito algum. Depois, eu tentei sentir cheiro de café e de alguns óleos fortes, mas nada. É horrível ficar sem sentir o cheiro e gosto, pois a comida deixou de ser um prazer. Não sinto mais o cheirinho de chuva, ou o do arroz da minha avó", lamentou Jennifer, em entrevista ao jornal O Globo.

Jennifer foi infectada quando fez uma viagem à Itália, passando pela Lombardia, primeiro epicentro de covid-19 na Europa. Ao voltar para o Brasil, ela sentiu tosse, febre e coriza. E durante dois meses ficou com cansaço excessivo.

Apesar do sofrimento e da sequela sentida até hoje, ela agradece por não ter transmitido o vírus. "Eu sou muito grata, porque fiquei muito assustada e com muito medo de contaminar as pessoas. Graças a Deus, não passei para ninguém".

Agora, com mais de 11 milhões de casos registrados no Brasil, Jennifer lamenta que tenha visto muitos amigos infectados e, mesmo assim, poucos cuidados sanitários. Ontem, oito municípios do Estado do Rio registravam ocupação de 100% de suas UTIs.

"Acho que as pessoas se 'acostumaram' com as mortes e com essa situação, e acabam não levando mais a sério. Esse absurdo entrou no dia a dia, o que é desesperador, porque a gente sabe da gravidade da doença, que, para muitos, é fatal. A gente sabe que, se tiver superlotação em algumas cidades, não vai ter como atender todo mundo", comentou Jennifer.

Para superar a pandemia, Jennifer espera que a vacinação cause efeitos positivos em breve e pede para que a sociedade respeite as recomendações científicas, que pedem cuidados com higiene e distanciamento social.

"A gente tem de se cuidar e seguir o que a ciência diz. A ciência cuidou da gente o tempo todo, e sempre deu um resultado positivo. Se a ciência fala que não é para aglomerar e que tem que usar máscara, a gente tem que fazer isso. Se todo mundo fizer a sua parte, sairemos dessa", pediu Jennifer.

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