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Governadores do Nordeste comprarão vacinas por preço menor que ministério

Wellington Dias elogiou ação do governador da Bahia, Rui Costa, no ano passado - Reprodução/Instagram
Wellington Dias elogiou ação do governador da Bahia, Rui Costa, no ano passado Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL

12/03/2021 09h17

Conforme revelado desde ontem, os governadores do Consórcio Nordeste esperam fechar hoje a compra de 39 milhões de doses da vacina Sputnik V. Hoje, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), revelou que conseguiu um "desconto", pois o Ministério da Saúde pagará mais caro por essa vacina - isso porque o governo federal demorou mais para fazer um acordo com o laboratório russo, Gamaleya, que desenvolveu o imunizante.

Em entrevista para a CNN Brasil, Wellington Dias afirmou que o Consórcio Nordeste pagará US$ 9,95 por cada dose da Sputnik V, adquirindo as 39 milhões de doses. Já o Ministério da Saúde pagará US$ 13 e só conseguirá 10 milhões de doses. Essa vantagem do Consórcio acontece porque as negociações foram feitas desde 2020.

"Em agosto do ano passado, o presidente do Consórcio na época, Rui Costa (PT), governador da Bahia, teve iniciativa de fazer um memorando de compra para 50 milhões de doses. Mas esbarramos na legislação, que não permitia compra que não fosse pelo Ministério da Saúde. Ficamos aguardando alterações. Agora tivemos a decisão do Lewandowski (ministro do STF) e foi sancionada lei que permite compra descentralizada", explicou.

De acordo com o governador do Piauí, toda a negociação formal está concluída. O contrato deve ser assinado hoje. E depois o Ministério da Saúde assumiu o compromisso de pagar pelas vacinas, para que elas sejam distribuídas por todo o Brasil, através do PNI (Programa Nacional de Imunização).

"Está previsto para hoje o fechamento dessa compra. O Ministério comprando, ele paga. Não pagando, nós firmamos contratos e pagamos. Mas neste caso vamos dialogar com estados, porque o Brasil tem dificuldade de um estado pagar a despesa do outro. Esse é o ponto onde esbarramos", destacou Wellington Dias, ressaltando que a intenção, de qualquer forma, é distribuir as vacinas para todo país.

A vacina Sputnik V ainda não tem aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas o laboratório Gamaleya está negociando para obter a autorização para uso emergencial.

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