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Rio Preto: Professores da educação especial dizem ser barrados na vacinação

Vacinação em São José do Rio Preto (SP): professores da educação especial dizem que são barrados na fila - Divulgação/Prefeitura de Rio Preto
Vacinação em São José do Rio Preto (SP): professores da educação especial dizem que são barrados na fila Imagem: Divulgação/Prefeitura de Rio Preto

Daniel César

Colaboração ao UOL, em Pereira Barreto (SP)

13/04/2021 23h54

Professores da rede pública municipal de São José do Rio Preto (SP) foram surpreendidos nesta semana na fila de vacinação, ao não conseguirem receber a dose de imunização contra a covid-19. A reclamação parte de profissionais que lecionam na educação especial, ou seja, para alunos que apresentam algum tipo de deficiência.

Por determinação do governo de São Paulo, a vacinação de professores e demais funcionários da área da educação, com idade acima de 47 anos, começou no último sábado (10) em todo o estado.

Uma professora, 49 anos, conversou com o UOL, sob a condição de anonimato, e contou o que aconteceu. "Eu fiz o cadastro no site que o governo mandou e cumpri todos os requisitos, tanto que foi confirmado o cadastro. Mas cheguei na fila e disseram que eu não estava elegível", conta ela, que dá aula na APAE (Associação de Pais e Amigos do Excepcional). A professora se refere ao site Vacina Já, no qual é realizado o cadastro de que está autorizado para receber a imunização no estado de São Paulo.

"A enfermeira disse que estavam orientados a vacinar apenas os outros professores. Eles foram categóricos sobre quem leciona na educação especial", conta outro professor, de 52 anos, que também trabalha na APAE.

A gerente do Complexo de Doenças Crônicas, unidade da Secretaria de Saúde de Rio Preto responsável pela vacinação, Camila de Carvalho, havia confirmado para professores que há profissionais da educação na cidade que não estão contemplados com o direito à vacinação, mesmo tendo o cadastro aprovado no site do governo do estado.

Estado manda vacinar

A Secretaria de Estado da Educação discordou do posicionamento da gerente e da posição da Secretaria de Saúde de Rio Preto e esclareceu ao UOL, por meio de nota, "que todos os professores e profissionais da educação que atuem em contato direto com os alunos e se encaixem nos demais critérios (como ter 47 anos ou mais) poderão ser vacinados, como tem acontecido desde o dia 10 de abril".

A secretaria estadual da Educação informou que enviou uma nova orientação para São José do Rio Preto, sobre o caso.

"A secretaria municipal de Educação de São José do Rio Preto, que participou de reuniões sobre o tema antes do início da vacinação, foi reorientada sobre o assunto e já comunicou os professores e profissionais da sua rede para que possam receber a imunização, uma vez que apenas os vinculados ao município têm enfrentado essa dificuldade", esclarece a nota.

O caso ganhou repercussão política. O vereador João Paulo Rillo (PSOL) protocolou requerimento para que a Câmara convocasse a Secretária de Educação de São José do Rio Preto para explicar as motivações para proibir a imunização desses profissionais que estão elegíveis. O requerimento foi votado na sessão de hoje pelo Legislativo da cidade e rejeitado por nove votos a quatro.

Procurada, a Prefeitura de São José do Rio Preto não respondeu.

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