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Conteúdo publicado há
15 dias

Depois de 7 semanas, devemos ter redução de óbitos por covid, diz Gabbardo

Coordenador-executivo do Centro de Contingência prevê efeito das medidas restritivas no número de mortes por covid-19 - Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Coordenador-executivo do Centro de Contingência prevê efeito das medidas restritivas no número de mortes por covid-19 Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Lucas Borges Teixeira, Rafael Bragança e Letícia Lázaro

Do UOL, em São Paulo, e colaboração para o UOL

16/04/2021 14h08Atualizada em 16/04/2021 15h54

O estado São Paulo deverá apresentar a primeira redução no número semanal de mortes por covid-19 após sete semanas de alta amanhã (17). A informação foi dada pelo coordenador-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo, em coletiva nesta sexta (16).

Gabbardo diz acreditar que a redução é consequência das medidas restritivas adotadas pelo governo paulista desde 15 de março, quando teve início a fase emergencial do Plano São Paulo, que durou até o último final de semana. Hoje, o governo anunciou que todo o estado sairá da atual fase vermelha e entrará no próximo domingo (18) na fase de transição (veja o que muda).

Amanhã, quando concluirmos o dado da semana epidemiológica, é muito provável que pela primeira vez, depois de sete semanas de crescimento de óbitos, teremos a primeira semana com redução de óbitos. Isso fica ainda na dependência do dado que entrará amanhã, mas é muito provável que essa semana epidemiológica já vá apresentar uma redução no número de óbitos quando comparada com a semana epidemiológica anterior.
João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência

Na comparação com a semana de 4 a 10 de abril, São Paulo realmente tem apresentado uma ligeira queda no número de mortes diárias segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde paulista. Gabbardo disse que a redução começou ontem, como já era previsto pelo Centro de Contingência.

da - Divulgação/Governo do Estado de São Paulo - Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Gráfico mostra evolução do crescimento das internações de acordo com a adoção de medidas restritivas
Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Enquanto na quinta-feira da semana passada, dia 8, foram 1.299 mortes registradas no estado em 24 horas, ontem esse dado foi de 1.060. O patamar, porém, ainda é alto se considerada a evolução da pandemia.

No início de março, as mortes diárias não passavam de 500, com o pico sendo no dia 2, que registrou 468 óbitos. A primeira vez que São Paulo registrou mais de 500 mortes no mês passado foi no dia 9, com 517 óbitos. Em meados de março, a covid-19 se intensificou e desde então foram registrados 12 dias com mortes superiores a mil.

Segundo o último comparativo apresentado pela gestão paulista anteontem (14), o estado apresentava queda parcial de 17,4% nas internações na atual semana epidemiológica, com alta de 13% ainda nas mortes e 5% nos casos. Para Gabbardo, esses dois últimos indicadores também devem apresentar queda constante nas próximas semanas.

"São indicadores que nos permitem fazer algumas projeções, temos feito essas projeções diariamente. Enquanto não tivermos [aumento do] número de casos, não vamos ter aumento de internações. Enquanto não tivermos aumento de internação, não teremos aumento de óbitos. Essa é uma sequencia natural, lógica", disse.

Queda de 0,8% ao dia nas internações

Os números apresentados pelo governo paulista hoje mostram uma melhora discreta do cenário epidemiológico, mas com altas taxas de ocupação de leitos de UTI e enfermaria, além de mais de 25 mil pessoas ainda internadas no estado em recuperação da doença.

Segundo o coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes, São Paulo apresentou em abril uma queda média de 0,8% ao dia nas internações, mas destacou que ela não foi linear, ou seja, constante em todos os dias.

Menezes também lembrou que somente há pouco mais de dez dias se deu o primeiro momento em que mais pacientes deixaram a UTI do que entraram.

"Dia 4 de abril tivemos um número de pacientes ingressando semelhante ao de pacientes que deixavam a UTI. Essa queda persiste e hoje temos uma redução diária de pacientes internados de aproximadamente 1,4%, que representa menos 140 pacientes por dia em UTI, de forma que conseguimos progresso", afirmou.

Atualmente, o estado tem 85,3% dos seus leitos de UTI ocupados, enquanto a Grande São Paulo tem 83,3%. Na capital, esse dado é de 86%. Para a OMS (Organização Mundial de Saúde), taxas acima de 80% ainda configuram estado de alerta para a pandemia.

São Paulo tem hoje 11.756 pessoas com covid-19 internadas em UTIs, e 13.307 em enfermarias. Há uma semana, eram 12.681 pacientes na terapia intensiva e outros 15.466 em enfermarias.

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