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Covid: Após 252 dias, SP tem menos de 5 mil internados em enfermarias

10.ago.2020 - Trabalho médico na UTI Covid do Hospital de Urgências de Guarulhos (SP) Imagem: Mister Shadow / Estadão Conteúdo

DO UOL, em São Paulo

01/08/2021 18h23

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo informou, neste domingo (1), que menos de 5 mil pessoas estavam internadas por covid-19 em enfermarias, após 252 dias acima deste patamar. Segundo a pasta, essa redução é resultado da vacinação e das medidas de prevenção contra a doença.

O governo paulista ainda informou que há 10.284 pessoas hospitalizadas pela doença —sendo 5.328 em UTIs (unidades de terapia intensiva) e 4.956 pacientes em leitos clínicos. A taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado hoje é de 50,5%. Na Grande São Paulo, 46,6%.

Desde o início da pandemia, o estado registrou 4.061.741 casos da doença e 139.039 mortes.

O governo ampliou, a partir de hoje, o horário de funcionamento de bares, restaurantes e do comércio. Os estabelecimentos podem ficar abertos das 6h à meia-noite, com 80% de capacidade. O uso de máscaras continua obrigatório.

Na semana passada, o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse que a flexibilização é possível por conta do impacto da vacinação nos indicadores da pandemia no estado.

"Dar celeridade para a vacinação impacta no número de internações, de mortes e também de casos. Houve uma melhora expressiva, de forma a estar intimamente relacionada com o processo de vacinação bastante célere implementado em São Paulo", afirmou, em coletiva.

Mesmo com doença, governantes planejam festas de fim e início de ano

Enquanto o índice de vacinados contra a covid-19 no Brasil ainda caminha para os 20%, prefeitos como Eduardo Paes (PSD), do Rio, e Ricardo Nunes (MDB), de São Paulo, já anunciam a possibilidade de festas de Réveillon e Carnaval em 2022. Também de olho na vacinação, os maiores carnavais do Nordeste já se preparam para a folia com eventos-teste.

Especialistas ouvidos pelo UOL afirmam contudo que apenas o avanço da vacinação não basta para a realização de eventos de massa. Entre os principais motivos para a cautela, está a variante delta, que acende um alerta para os planos de volta à normalidade nos próximos meses.

Cientistas brasileiros dizem que cogitar eventos com aglomerações gera uma falsa sensação de segurança. Para eles, ainda não é possível prever quando as festas serão permitidas.

Os planos de Réveillon no Rio e Carnaval em São Paulo, Salvador, Recife e Olinda vão na contramão do que países já dominados pela delta têm adotado para conter o vírus.

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