PUBLICIDADE
Topo

Saúde

Conteúdo publicado há
4 meses

Covid-19: média móvel de mortes completa duas semanas acima de 800

Brasil se aproxima da marca de 645 mil mortes causadas pela covid-19 - Mathilde Missioneiro/Folhapress
Brasil se aproxima da marca de 645 mil mortes causadas pela covid-19 Imagem: Mathilde Missioneiro/Folhapress

Mariana Durães, Hygino Vasconcellos e Ricardo Espina

Do UOL e Colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC) e em São Paulo

21/02/2022 19h12Atualizada em 21/02/2022 21h09

A média móvel de mortes provocadas pela covid-19 completou duas semanas acima de 800 registros. Hoje o índice ficou em 826. Nas últimas 24 horas foram registradas 333 mortes em razão da doença.

O número de óbitos, bem mais baixo que o registrado nos últimos dias, pode estar relacionado ao represamento de informações, que acontece normalmente nos finais de semana. Além disso, o Amapá não divulgou os números de mortes no estado. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

A média móvel, calculada a partir da média de mortes dos últimos sete dias, é apontada por especialistas como o índice mais confiável para observar o avanço ou retrocesso da pandemia.

Desde o início da pandemia no Brasil, foram 644.695 vidas perdidas em decorrência da doença no país.

No país, a tendência é de estabilidade (0%). O Distrito Federal e mais 12 estados estão estáveis, enquanto 10 estados estão em aceleração e 4 estão em queda.

Essa variação é calculada comparando a média com o mesmo índice de 14 dias atrás. O valor acima de 15% indica tendência de alta; abaixo de -15%, queda; entre 15% e -15%, significa estabilidade.

Pelo segundo dia consecutivo, todas as regiões do país estão em estabilidade: Centro-Oeste (-1%), Nordeste (3%), Norte (-1%), Sudeste (11%) e Sul (-4%).

Nas últimas 24 horas, houve 43.001 novos casos conhecidos da doença, chegando 28.250.591 registros desde o início da pandemia no país.

A média móvel de casos conhecidos da doença ficou em 101.351 e está em tendência de queda há 12 dias (-38%).

Apenas Mato Grosso do Sul apresenta aceleração na média móvel de casos de infecções, com 28% — 20 estados e mais o Distrito Federal estão em queda e outros 5 estão estáveis

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no DF:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estabilidade (7%)
  • Minas Gerais: estabilidade (-1%)
  • Rio de Janeiro: alta (20%)
  • São Paulo: estabilidade (-12%)

Região Norte

  • Acre: alta (18%)
  • Amazonas: queda (-61%)
  • Amapá: alta (36%)
  • Pará: alta (18%)
  • Rondônia: estabilidade (-7%)
  • Roraima: estabilidade (0%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: alta (100%)
  • Bahia: alta (31%)
  • Ceará: estabilidade (10%)
  • Maranhão: alta (46%)
  • Paraíba: queda (-30%)
  • Pernambuco: alta (41%)
  • Piauí: queda (-31%)
  • Rio Grande do Norte: estabilidade (1%)
  • Sergipe: alta (16%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estabilidade (14%)
  • Goiás: estabilidade (8%)
  • Mato Grosso: queda (-32%)
  • Mato Grosso do Sul: estabilidade (14%)

Região Sul

  • Paraná: alta (17%)
  • Rio Grande do Sul: estabilidade (-3%)
  • Santa Catarina: estabilidade (-10%)

Dados do governo

Nas últimas 24 horas, foram notificadas 318 novas mortes causadas pela covid-19 no Brasil, como ilustra o boletim divulgado hoje (21) pelo Ministério da Saúde. Desde o começo da pandemia, a doença provocou 644.604 óbitos em todo o país.

Pelos números informados pelo ministério, houve 37.339 testes positivos para o novo coronavírus entre ontem e hoje no país, elevando o total de infectados para 28.245.551 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, houve 25.244.026 casos recuperados de covid-19 no Brasil até o momento, com outros 2.356.921 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Saúde