PUBLICIDADE
Topo

Saúde

Conteúdo publicado há
4 meses

Covid: média móvel de mortes fica acima de 800 pelo 16º dia seguido

Brasil tem média móvel de mortes acima de 800 a 16 dias - Vincent Bosson / Estadão Conteúdo
Brasil tem média móvel de mortes acima de 800 a 16 dias Imagem: Vincent Bosson / Estadão Conteúdo

Mariana Durães, Hygino Vasconcellos e Ricardo Espina

Do UOL e Colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC) e em São Paulo

23/02/2022 18h37Atualizada em 23/02/2022 20h29

A média móvel de mortes causadas pela covid-19 completou 16 dias acima de 800. Hoje, ficou em 803. O número de óbitos em razão da doença foi de 956 nas últimas 24 horas. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

A média móvel é calculada a partir da média de mortes dos últimos sete dias. Segundo especialistas, esse é o índice mais confiável para acompanhar o avanço ou retrocesso da pandemia.

No Brasil, foram 646.490 vidas perdidas em decorrência da doença desde o início da pandemia.

No país, a tendência é de estabilidade (-8%) nas mortes por covid-19. Ao todo 13 estados estão estáveis, enquanto o Distrito Federal e 4 estados estão em aceleração e 9 estão em queda.

Pelo quarto dia consecutivo, todas as regiões do país estão em estabilidade: Centro-Oeste (4%), Nordeste (-11%), Norte (7%), Sudeste (4%) e Sul (3%).

Essa variação é calculada comparando a média com o mesmo índice de 14 dias atrás. O valor acima de 15% indica tendência de alta; abaixo de -15%, queda; entre 15% e -15%, significa estabilidade.

Além disso, foram 133.626 novos casos conhecidos da doença nas últimas 24 horas. Com isso, o país chegou a 28.485.502 registros de infecções.

Já a média móvel de casos conhecidos de covid-19 ficou pelo segundo dia seguido abaixo de 100 mil. O país teve hoje 96.185 registros.

A média móvel de casos conhecidos está em tendência de queda há 14 dias (-34%).

Três estados apresentam aceleração na média móvel de casos de infecções: Acre (44%), Roraima (36%) e Pernambuco (29%). O Distrito Federal e 19 estados estão em queda e outros quatro estão estáveis

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no DF:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-30%)
  • Minas Gerais: estabilidade (13%)
  • Rio de Janeiro: estabilidade (-14%)
  • São Paulo: queda (-17%)

Região Norte

  • Acre: estabilidade (-3%)
  • Amazonas: queda (-59%)
  • Amapá: queda (-47%)
  • Pará: estabilidade (12%)
  • Rondônia: estabilidade (5%)
  • Roraima: estabilidade (0%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: alta (84%)
  • Bahia: estabilidade (0%)
  • Ceará: estabilidade (-5%)
  • Maranhão: alta (41%)
  • Paraíba: queda (-42%)
  • Pernambuco: alta (50%)
  • Piauí: queda (-55%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-26%)
  • Sergipe: estabilidade (10%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: alta (40%)
  • Goiás: alta (20%)
  • Mato Grosso: queda (-29%)
  • Mato Grosso do Sul: estabilidade (3%)

Região Sul

  • Paraná: estabilidade (-1%)
  • Rio Grande do Sul: estabilidade (-9%)
  • Santa Catarina: queda (-18%)

Dados do governo

O Ministério da Saúde informou hoje (23) que foram registradas 999 novas mortes causadas pela covid-19 no Brasil nas últimas 24 horas. Desde o começo da pandemia, a doença provocou 646.419 óbitos em todo o país.

Pelos números divulgados pelo ministério, houve 133.563 diagnósticos positivos de covid-19 no país entre ontem e hoje, elevando o total de infectados para 28.484.890 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, houve 25.772.807 casos recuperados da doença até o momento, com outros 2.065.664 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Saúde