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15 dias

Brasil tem 94 novas mortes por Covid nas últimas 24h; média móvel é de 133

Média móvel da Covid é de 133 mortes - Reprodução
Média móvel da Covid é de 133 mortes Imagem: Reprodução

Ricardo Espina e Rafael Neves

Do UOL, em Brasília

18/06/2022 20h52

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 94 novas mortes pela covid-19, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte. O total de óbitos provocados pela doença desde o início da pandemia subiu para 669.062. Em queda há dois dias, a média móvel de mortes na última semana está em 133.

Também nas últimas 24 horas foram contabilizados 19.810 novos casos conhecidos de coronavírus. No acumulado, são 31.691.009 diagnósticos registrados da doença desde março de 2020. A média móvel de casos conhecidos deste sábado (18) foi de 30.424.

A média móvel é considerada por especialistas como o mais confiável para acompanhar o avanço ou o retrocesso da pandemia. Ele é feito a partir da média de mortes, ou de casos, dos últimos sete dias.

Treze estados não registraram mortes hoje: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. O estado de São Paulo foi o que registrou mais mortes, com 41, seguido do Rio Grande do Sul com 22.

Pelo nono dia seguido, a média móvel de mortes no país apresentou tendência de alta (66%). Estão em ascensão também os números das regiões Centro-Oeste (188%), Sudeste (106%) e Sul (26%). Em estabilidade, estão as regiões Nordeste (-11%) e Norte (8%). Nenhuma região registra tendência de queda.

Na análise por estados, 13 registram tendência de aceleração da média móvel; quatro de estabilidade e cinco, de queda. Considera-se que a taxa é de estabilidade quando fica entre 15% e -15% na variação dos últimos 14 dias. Se a taxa ficar acima de 15%, como está o Brasil agora, a tendência é de alta. Se o índice for inferior a -15%, a situação é de queda.

A média móvel de casos conhecidos está em alta desde o dia 27 de maio. Mas o índice de crescimento, de 17%, é mais baixo que o registrado nos últimos 22 dias, o que indica uma desaceleração da escalada de casos.

Como muitos estados não publicam com regularidade informações sobre o número de vacinas aplicadas em fins de semana e feriados, o consórcio de veículos de imprensa, a partir de agora, só publicará esses dados em dias úteis. A coleta e divulgação de números de casos de covid e mortes decorrentes da doença continuará sendo diária.

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no DF:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: alta (60%)
  • Minas Gerais: alta (254%)
  • Rio de Janeiro: alta (136%)
  • São Paulo: alta (75%)

Região Norte

  • Acre: estabilidade (0%)
  • Amazonas: alta (100%)
  • Amapá: estabilidade (0%)
  • Pará: estabilidade (0%)
  • Rondônia: queda (-50%)
  • Roraima: estabilidade (0%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estabilidade (0%)
  • Bahia: alta (56%)
  • Ceará: queda (-79%)
  • Maranhão: queda (-100%)
  • Paraíba: estabilidade (0%)
  • Pernambuco: alta (21%)
  • Piauí: alta (200%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-44%)
  • Sergipe: estabilidade (0%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: alta (350%)
  • Goiás: alta (208%)
  • Mato Grosso: alta (29%)
  • Mato Grosso do Sul: alta (600%)

Região Sul

  • Paraná: queda (- 35%)
  • Rio Grande do Sul: alta (138%)
  • Santa Catarina: estabilidade (8%)

Dados do governo

Segundo o Ministério da Saúde, foram 94 novas mortes desde ontem, contabilizando 669.010 óbitos em todo o país. Ainda segundo o governo federal, houve 20.127 testes positivos para o novo coronavírus entre ontem e hoje, elevando para 31.693.502 o total de infectados.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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