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1 mês

Covid: Brasil atinge maior média móvel de mortes em 100 dias

Brasil se aproxima da marca de 673 mil mortes causadas pela covid-19  - Carlos Madior/UOL
Brasil se aproxima da marca de 673 mil mortes causadas pela covid-19 Imagem: Carlos Madior/UOL

Mariana Durães, Hygino Vasconcellos e Ricardo Espina

Do UOL e Colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC) e em São Paulo

06/07/2022 18h00Atualizada em 06/07/2022 20h40

O Brasil atingiu hoje a mais alta média móvel de mortes causadas pela covid-19 em cem dias — o indicador ficou em 234. O valor mais alto registrado anteriormente foi de 236 em 28 de março. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

O índice variou 53% em relação a 14 dias atrás, chegando ao 13º dia em alta. Se o valor fica acima de 15%, como hoje, indica tendência de alta; abaixo de -15%, significa tendência de queda, e entre 15% e -15%, de estabilidade.

A média móvel é considerada por especialistas a maneira mais confiável de medir avanço ou retrocesso da pandemia, e é calculada a partir da média de mortes — ou de casos da doença — dos últimos sete dias.

Quatro regiões do país têm alta na média móvel de mortes: Centro-Oeste (50%), Nordeste (61%), Sudeste (63%) e Sul (35%). Já o Norte tem estabilidade, de 3%.

Ao todo, 16 estados estão com a média móvel de mortes em tendência de alta, enquanto oito estados registram tendência se estabilidade e dois, de queda.

Nas últimas 24 horas foram 335 novas mortes no país. Acre, Mato Grosso do Sul, Roraima, e Tocantins não registraram óbitos nesta quarta-feira (6). Já o Amapá não atualizou os dados hoje. Desde o início da pandemia, o Brasil perdeu 672.829 vidas para a doença.

Além disso, foram 74.309 novos casos conhecidos de covid-19 hoje. Com isso, o país chega a 32.685.139 testes positivos notificados desde março de 2020.

A média móvel de casos ficou em 57.399. O indicador está em tendência de alta há 11 dias, e hoje variou 24% em relação a 14 dias atrás.

Três regiões do país têm alta na média móvel de casos: Nordeste (98%), Norte (218%) e Sudeste (19%). Já outras duas registram estabilidade: Centro-Oeste (-14%) e Sul (5%).

Entre as unidades da federação, 19 apresentam alta na média móvel de casos, 5 têm estabilidade e duas registram queda.

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no DF:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: alta (150%)
  • Minas Gerais: alta (142%)
  • Rio de Janeiro: alta (46%)
  • São Paulo: alta (46%)

Região Norte

  • Acre: estabilidade (0%)
  • Amazonas: estabilidade (0%)
  • Amapá: não atualizou os dados hoje
  • Pará: queda (-38%)
  • Rondônia: alta (25%)
  • Roraima: estabilidade (0%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: alta (233%)
  • Bahia: estabilidade (0%)
  • Ceará: alta (214%)
  • Maranhão: alta (150%)
  • Paraíba: alta (47%)
  • Pernambuco: estabilidade (6%)
  • Piauí: alta (100%)
  • Rio Grande do Norte: alta (38%)
  • Sergipe: alta (150%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-23%)
  • Goiás: alta (79%)
  • Mato Grosso: alta (50%)
  • Mato Grosso do Sul: alta (171%)

Região Sul

  • Paraná: alta (96%)
  • Rio Grande do Sul: estabilidade (3%)
  • Santa Catarina: estabilidade (11%)

Dados do governo

O Brasil reportou 361 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, como indica o boletim divulgado hoje (6) pelo Ministério da Saúde. Desde o começo da pandemia, a doença provocou 672.790 óbitos em todo o país.

Pelos números do ministério, houve 77.166 casos confirmados de covid-19 entre ontem e hoje no Brasil, elevando o total de infectados para 32.687.680 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, houve 31.077.538 casos recuperados da doença até aqui, com outros 937.352 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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