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Covid: Média de casos volta a ficar abaixo de 30 mil após quase 2 meses

Brasil acumula 33.961.568 testes positivos notificados desde o início da pandemia de covid-19 - iStock
Brasil acumula 33.961.568 testes positivos notificados desde o início da pandemia de covid-19 Imagem: iStock
Mariana Durães, Hygino Vasconcellos e Ricardo Espina

Do UOL e Colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC) e em São Paulo

04/08/2022 18h30Atualizada em 04/08/2022 20h37

A média móvel de casos conhecidos de covid-19 no Brasil está há duas semanas em tendência de queda. O indicador voltou a ficar abaixo de 30 mil após quase dois meses, e marcou 29.885 casos hoje. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

O índice variou -33% em relação a 14 dias atrás. Se o valor fica acima de 15%, indica alta; abaixo de -15%, significa queda, e entre 15% e -15%, sinaliza estabilidade.

A média móvel é calculada a partir da média de mortes —ou de casos—, dos últimos sete dias. O índice é considerado por especialistas como a maneira mais confiável para acompanhar o avanço ou o retrocesso da pandemia.

Três regiões acompanham o cenário nacional de queda na média móvel de casos: Nordeste (-64%), Sudeste (-76%) e Sul (-26%). Já outras duas têm estabilidade: Centro-Oeste (15%) e Norte (14%). .

Entre as unidades da federação, três apresentam estabilidade e 23 registram queda. Nenhum tem alta na média móvel de casos

Nas últimas 24 horas foram registrados 34.240 novos casos conhecidos da doença no país. Desde o início da pandemia, são 33.961.568 testes positivos notificados.

Nesta quinta-feira (4), o Brasil ainda teve 258 novas mortes causadas pela covid-19. O Amapá, Mato Grosso do Sul, Roraima e Tocantins não registraram óbitos hoje. Já Goiás não atualizou os dados.

Ao todo, são 679.594 vidas perdidas para a doença causada pelo coronavírus. A média móvel de mortes ficou em 207, chegando ao 18º dia em tendência de estabilidade, com variação de -14% em comparação a 14 dias atrás.

Três regiões do país apresentam estabilidade na média móvel de mortes: Norte (15%), Sudeste (-12%) e Sul (-7%). Já outras duas têm queda: Centro-Oeste (-42%) e Nordeste (-20%).

Em relação às unidades da federação, 3 apresentam alta, 11 estão estáveis e 11 em queda.

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-41%)
  • Minas Gerais: alta (23%)
  • Rio de Janeiro: alta (23%)
  • São Paulo: queda (-31%)

Região Norte

  • Acre: estabilidade (0%)
  • Amazonas: estabilidade (8%)
  • Amapá: estabilidade (0%)
  • Pará: estabilidade (0%)
  • Rondônia: alta (127%)
  • Roraima: queda (-100%)
  • Tocantins: queda (-69%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-45%)
  • Bahia: estabilidade (-3%)
  • Ceará: queda (-33%)
  • Maranhão: estabilidade (8%)
  • Paraíba: queda (-38%)
  • Pernambuco: queda (-25%)
  • Piauí: estabilidade (-4%)
  • Rio Grande do Norte: estabilidade (7%)
  • Sergipe: queda (-71%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-64%)
  • Goiás: queda (-51%)
  • Mato Grosso: queda (-39%)
  • Mato Grosso do Sul: estabilidade (-6%)

Região Sul

  • Paraná: estabilidade (-13%)
  • Rio Grande do Sul: estabilidade (1%)
  • Santa Catarina: estabilidade (5%)

Dados do governo

O Ministério da Saúde informou hoje (4) que o Brasil registrou 261 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. O total de óbitos causados pela doença no país chegou a 679.536 desde o início da pandemia.

De acordo com o boletim do ministério, houve 40.433 diagnósticos positivos de covid-19 no Brasil entre ontem e hoje. O total de infectados desde março de 2020 chegou a 33.964.494 em todo o território nacional.

De acordo com o governo federal, houve 32.643.157 casos recuperados da doença até agora, com outros 641.801 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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