Colômbia investiga 30 casos de microcefalia suspeitos de associação com zika

Luis Jaime Acosta

  • Luis Robayo/AFP

    10.fev.2016 - Grávida ganha mosqueteiro para evitar infecção pelo vírus da zika, em Cali, Colômbia

    10.fev.2016 - Grávida ganha mosqueteiro para evitar infecção pelo vírus da zika, em Cali, Colômbia

A Colômbia estuda 30 casos de microcefalia suspeitos de associação com o Zika vírus, enquanto o número de contaminados segue crescendo no segundo país da América Latina com mais pessoas afetadas.

Até agora a Colômbia não divulgou nenhum caso de microcefalia vinculado ao vírus, declarado emergência sanitária global pela Organização Mundial de Saúde (OMS) pois se propagou rapidamente e de maneira "alarmante", sob o risco de infectar até 4 milhões de pessoas na América.

O Brasil, país com mais infectados no continente, confirmou 1.046 casos de microcefalia associados ao Zika e investiga a possível relação de outros 4.096 bebês recém-nascidos, embora ainda não tenha revelado uma tendência concreta.

"Foram notificados 30 casos de microcefalia, que eram os esperados, de acordo com o relato histórico", disse o Instituto Nacional de Saúde (INS) da Colômbia. "Até o momento foram descartados três casos suspeitos de associação com o Zika e 30 estão em estudo, dos quais seis estão pendentes do relato de um exame".

O número de infectados com Zika na Colômbia subiu 5,6 por cento somente na última semana para 64.839. O INS disse neste sábado que 11.775 destes casos são mulheres grávidas.

O Zika também foi relacionado com a síndrome de Guillain-Barré, um transtorno neurológico pouco comum que pode debilitar músculos e causar paralisia.

O INS divulgou 416 casos de síndromes neurológicas (Guillain-Barré, polineuropatia ascendentes, entre outras infecções neurológicas similares) com antecedente de doença febril compatível com infecção por Zika vírus.

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