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Sexto caso de coronavírus na França é médico que tratou de paciente contaminado

Técnico mostra equipamento que mede temperatura e ajuda a diagnosticar coronavírus no Instituto de Saúde Pública do Chile - Edgard Garrido/Reuters
Técnico mostra equipamento que mede temperatura e ajuda a diagnosticar coronavírus no Instituto de Saúde Pública do Chile Imagem: Edgard Garrido/Reuters

31/01/2020 11h43

As autoridades francesas confirmaram na noite de ontem o sexto caso de coronavírus na França. Trata-se de um médico parisiense que tratou de um paciente chinês contaminado pela doença.

Esse é o primeiro caso de transmissão do vírus em solo francês, indicou a Direção Geral de Saúde na França. O médico está em quarentena em um hospital parisiense desde que detectou os sintomas do coronavírus e passa bem.

Outras quatro pessoas contaminadas estão hospitalizadas em Paris, inclusive um turista chinês de 80 anos, em estado grave. Um quinto paciente está internado em Bordeaux, no sudoeste da França.

Europeus repatriados

Na madrugada de hoje, um avião militar decolou de Wuhan, epicentro da epidemia na China, para repatriar 200 franceses. O aparelho pousou em Istres, no sul da França. Em um centro especialmente preparado para recebê-los, os passageiros ficarão isolados durante 14 dias para a realização de exames médicos.

De acordo com a ministra francesa da Saúde, Agnès Buzyn, nenhum dos repatriados apresenta sintomas do coronavírus e o confinamento é apenas uma medida de precaução. Um novo voo está planejado para ser enviado à China nos próximos dias com o objetivo de trazer de volta à França cerca de 350 cidadãos.

A Itália também anunciou ontem o envio de um avião para Wuhan, e a Alemanha planeja a retirada de 90 cidadãos da China nos próximos dias. Hoje também desembarcam na base aérea de Brize Norton, perto de Londres, 83 britânicos e 27 estrangeiros vindos de Wuhan.

O Reino Unido confirmou nesta sexta-feira os dois primeiros casos do coronavírus em solo britânico. As autoridades não explicaram se as duas pessoas infectadas viajaram à China recentemente.

Emergência internacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional na quinta-feira (30). Há uma semana, pesquisadores haviam decidido que ainda "não era hora" de declarar o coronavírus como emergência global. A China teria pressionado a organização a não declarar a urgência.

Outros países tomam medidas unilaterais. O governo italiano declarou estado de emergência nesta sexta-feira para acelerar a luta contra a doença e evitar uma possível propagação, um dia depois da confirmação dos dois primeiros casos no país, dois turistas chineses.

O governo dos Estados Unidos pediu a seus cidadãos que evitem viajar à China. Já as autoridades de Singapura e da Mongólia anunciaram o fechamento das fronteiras a todos os viajantes provenientes da China.

Pequim divulgou nesta sexta-feira que o número de contaminados ultrapassa 9.800, com 2.000 novos casos detectados desde o dia anterior. No total, 213 pessoas morreram após terem contraído o coronavírus.

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