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09/11/2004 21h19

Brasileiras desconhecem se o parceiro usa estimulante sexual

Da Redação
Em São Paulo

AFP 
Medicamento para disfunção erétil 
Pesquisa inédita da USP (Universidade de São Paulo) revela que 81% das mulheres acreditam que seu parceiro atual não faz uso de medicamentos para melhorar o desempenho sexual. Outras 12% declararam não saber se o companheiro usa algum método. Apenas 7% delas disseram que o parceiro atual utiliza algum recurso para melhorar o desempenho sexual.

O estudo, realizado pela médica Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade da USP (Universidade de São Paulo), ouviu 2.100 mulheres entre 18 e 65 anos de diferentes regiões do país. Pouco menos da metade (48%) é casada ou vive acompanhada.

Do grupo que declarou que o parceiro atual utiliza um recurso para melhorar o desempenho sexual, 35% disseram que a alternativa usada é o tratamento com medicamentos. Esse grupo é formado principalmente por mulheres as casadas e com mais de 46 anos.

Entre as entrevistadas, 43% responderam que o companheiro deveria continuar usando o medicamento. Para 28%, a decisão caberia ao homem. Apenas 15% acreditam que o parceiro deveria parar de usar. Desse grupo, mais da metade (52% ) declarou que participa da decisão juntamente com seus parceiros, enquanto 48% não o fazem.

Para 82% das mulheres cujos parceiros usam medicamentos para a ereção, o sexo melhorou porque o homem ficou mais seguro (30%), mais interessante (23%) e mais calmo (19%).

A pesquisa revela ainda que 46% das mulheres discordam da afirmação de que esses remédios levam o homem à infidelidade. Apenas 20% acreditam que os medicamentos ameacem o relacionamento do casal. Cerca de 53% não acreditam que tais medicamentos prejudiquem o desempenho sexual feminino.

A grande maioria das mulheres (92%) faz distinção entre amor e sexo. Metade se considera realizada em ambos. Na faixa etária dos 56 a 65 anos, 8% afirmam se sentir realizadas apenas sexualmente, enquanto 27% dizem que só são felizes com suas relações afetivas e 36% se dizem satisfeitas em ambos os campos da vida. Já no grupo de mulheres com 26 a 35 anos, 56% têm satisfação plena, 20% só na vida afetiva e 14% na sexual.

A pesquisa foi apoiada pelo laboratório Pfizer, fabricante do viagra, medicamento para disfunção erétil mais vendido do mundo.

Perfil da mulheres entrevistadas

  • Faixa etária
    18 a 25 anos - 26%
    26 a 35 anos - 28%
    36 a 45 anos - 22%
    46 a 55 anos - 15%
    56 a 65 anos - 9%

  • Estado civil
    Casada ou vive acompanhada - 48%
    Solteira - 26%
    Solteira com relacionamento estável - 14%
    Desquitada - 6%
    Viúva - 4%

  • Média de idade do parceiro
    Mulheres de 18 a 25 anos - 25 anos
    Mulheres de 26 a 35 anos - 33 anos
    Mulheres de 36 a 45 anos - 41 anos
    Mulheres de 46 a 55 anos - 49 anos
    Mulheres de 56 a 65 anos - 58 anos





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