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27/07/2005 10h52

OMS vê avanços mesmo sem alcançar meta anti-Aids



Por Maria Pia Palermo e Andrei Khalip

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) não conseguirá cumprir a sua meta de que 3 milhões de pessoas tenham tratamento gratuito contra a Aids até o final deste ano, mas ainda assim continuará defendendo o acesso universal aos medicamentos.

Jim Yong Kim, diretor do departamento de HIV/Aids da OMS, disse à Reuters na terça-feira que a meta dos 3 milhões não será atingida devido à lentidão inicial provocada por discordâncias sobre se os países pobres teriam capacidade de administrar os tratamentos.

Mas ele afirmou que a atual cifra, de 1 milhão de pessoas no programa, já é um progresso importante, e que até o final de 2005 o contingente será ainda maior.

Ele também elogiou o programa brasileiro de tratamento gratuito e o aval dos países industrializados do G8 ao acesso universal ao tratamento até 2010. Isso pode significar atendimento a até 10 milhões de pessoas, segundo Kim.

"Acho que toda a atividade que vemos agora a respeito do tratamento é graças ao Brasil", disse ele durante a conferência de HIV/Aids da Sociedade Internacional de Aids (IAS, na sigla em inglês), no Rio de Janeiro. "Se os brasileiros conseguiram, então colocarei tudo o que eu tenho para obter essa meta para todos até 2010", acrescentou.

Apesar de o mundo ficar aquém da meta, o número de países em desenvolvimento que têm metas locais para o tratamento da Aids subiu de três em 2003 para 40 agora, de acordo com Kim.

"Agora temos de levar a sério a meta do acesso universal", disse ele, reconhecendo que essa "será uma das coisas mais difíceis que já fizemos na história da saúde pública".

Ele afirmou que os principais desafios serão construir sistemas adequados de saúde pública nos países pobres e recrutar profissionais do setor.

Kim disse que os países pobres têm de ter acesso a todas as drogas disponíveis contra a Aids e para isso devem usar toda a flexibilidade prevista no Acordo sobre Aspectos Comerciais dos Direitos de Propriedade Intelectual.

Mas ele ressaltou que a OMS também defende a propriedade intelectual, especialmente como forma de desenvolver novas drogas, e considera que a melhor solução são acordos mutuamente aceitáveis, e não a quebra de patentes.






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