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09/09/2008 - 20h49

UOL Tablóide Critica o quadro de medalhas olímpico

Editor do UOL Tablóide Da Redação
Que o nadador norte-americano Michael Phelps é sensacional ninguém discute: trata-se de um dos maiores esportistas do século 21. Agora, você diria que ele, sozinho, vale oito vezes mais que Romero; Garay, Monzón, Zabaleta e Pareja; Gago, Mascherano, Riquelme e Di Maria; Messi e Aguero - ou seja, que a seleção argentina que levou a medalha de ouro de futebol masculino? Mas é isso que o quadro de medalhas indica.

  • Arte UOL

    E aí? Um Phelps (dir.) vale oito seleções argentinas de futebol?

    O quadro de medalhas é sempre polêmico. Mas, de uma maneira geral, conta-se assim: somam-se todos os ouros de todas as provas olímpicas, e o primeiro colocado é o país que amealhar mais medalhas de ouro - por este critério, a China foi a primeira colocada dos Jogos Olímpicos de Pequim, com 51 medalhas de ouro, 15 a mais que o segundo colocado, os Estados Unidos.

    Há, entretanto, quem conte pelo total de medalhas: neste caso, os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar, com 110 medalhas, contra 100 da China.

    De qualquer maneira, o Editor do UOL Tablóide, este humilde defensor das práticas esportivas e concursos de miss, acha ambos os critérios injustos. O motivo é aquele citado, por cima, no primeiro parágrafo: alguns esportes acabam supervalorizadas em relação a outros. No atletismo, por exemplo, foram distribuídas 47 medalhas de ouro, entre masculinas e femininas, contra apenas duas de futebol ou basquete, por exemplo.

    Qual a solução? Para ser sincero, não acho que alguém consiga convencer os membros do glorioso Comitê Olímpico Internacional (COI) a estabelecerem qualquer tipo de mudança no ranking do quadro de medalhas, supondo que haja algum ranking oficial. Mas fica aqui uma sugestão.

    • Arte UOL

      O quadro de Pequim-2008, usando-se o revolucionário critério proposto pelo Editor do UOL Tablóide

      Vamos pegar um esporte fictício. Por exemplo, o pogobol. Digamos que existam três provas olímpicas do pogobol: o pogobol sincronizado, o pogobol de mesa e o pogobol de praia. E que os quadros de medalhas fiquem assim:

      Pogobol sincronizado
      Ouro
      - Nhanhanhistão
      Prata - Tuiuiulândia
      Bronze - Estrela do Centro-Leste Boreal

      Pogobol de mesa
      Ouro
      - Tuiuiulândia
      Prata - Bairro Afastado
      Bronze - Longe pra Dedéu

      Pogobol de praia
      Ouro
      - Tuiuiulândia
      Prata - Longe pra Dedéu
      Bronze - Estrela do Centro-Leste Boreal

      Os atletas nhanhanhisteses que venceram na prova de pogobol sincronizado são, sem dúvida alguma, campeões olímpicos. Com direito a medalha de ouro, lágrimas ao ouvir o hino e etc. Mas, na hora da contagem do quadro de medalhas, ouro do pogobol (a modalidade) iria apenas para a Tuiuiulândia; a prata iria para o Nhanhanhistão; e o bronze, para Longe pra Dedéu.

      Por quê? Porque, dentro dessa modalidade, os atletas tuiuiuses conquistaram duas medalhas de ouro; os nhanhanhisteses, apenas uma de ouro; e os longe-dedeusenses, uma prata e uma de bronze, chegando ao terceiro melhor desempenho coletivo dentro da modalidade. Os outros medalhistas (os centro-lestino-boreal-estrelinos e o bairro-afastadenses) também seriam considerados medalhistas olímpicos, mas as medalhas deles não contariam para o quadri de medalhas dos países.

      Confuso?

      Ou simples?

      Um exemplo: o tênis daria uma trinca de medalhas (ouro-prata-bronze) para o tênis masculino e outra trinca para o tênis feminino. No caso de Pequim-2008, ficaria assim:

      * tênis feminino: ouro para Rússia (ouro, prata e bronze na chave simples); prata para os Estados Unidos (ouro em duplas) e bronze para a Espanha (prata em duplas).

      * tênis masculino: ouro para Suíça (ouro em duplas) e ouro para a Espanha (ouro na chave simples); prata vaga (há dois países com a medalha de ouro); bronze para o Chile (prata em simples) e bronze para a Suécia (prata em duplas).

      Nos esportes coletivos, ficaria mais fácil. Não seria preciso conta alguma, basta manter o pódio de basquete, beisebol, futebol, handebol, hóquei na grama e softbol. Isso eliminaria fatos como um único esportista (nadador, atleta) valer tantas vezes mais que um time inteiro.

      Ei, não precisa ficar com essa cara. É só uma opinião.

      Esse caso geraria muitas dúvidas, eu sei. Por exemplo: ginástica artística conta à parte ou junto com ginástica rítmica? E o trampolim acrobático? E os vôleis de quadra e de praia? A resposta é: adotemos os critérios do Comitê Olímpico Internacioanl! Para o COI, só existe uma modalidade chamada ginástica (que inclui ginástica artística, ginástica rítmica e trampolim acrobático); também só há um vôlei (vôlei de quadra e de praia são modalidades do mesmo esporte); e, o que talvez seja ainda mais polêmico, natação, saltos ornamentais, nado sincronizado e pólo aquático são modalidades do mesmo esporte, aquáticos.

      Como já disse, é só uma opinião. Mas o Editor do UOL Tablóide leva suas opiniões a sério. E, enfim, apresenta o quadro de medalhas de Pequim-2008 como seria caso fosse levado em conta o revolucionário critério acima apresentado.

      Comente mais esta crítica no Tablog, o blog do Editor do UOL Tablóide.

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