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05/11/2008 - 22h30

Guia orienta viajantes a evitar "programas de índio"

Do Editor do UOL Tablóide em São Paulo
Quem já viajou pelo menos uma vez para fora do Brasil, conhece aquele mala que chegou atrasado para o check-in do aeroporto e fica reclamando que quer embarcar. Ou aquele outro que vai a um restaurante argentino e pede "una cueca-cuela per favore" para beber. Para todos esses tipos famosos, a escritora Helena Perim Costa publicou o livro "Guia Michelíndio".

(A incorreção política é da autora. O Editor do UOL Tablóide, que não é índio, desconfia da graça da piada, mas não vai, aqui, dar início a tertúlias sociológicas sobre o tema.)

  • Reprodução

    O famoso mascote vira índio
    na capa do Guia de viagens

Vamos ser honestos, todo mundo tem um pouco de viajante mala dentro de si. E muitas vezes não somos alertados da roubada que estamos entrando quando vamos viajar.

(Se o Editor fosse ladrão, ele protestaria contra o termo "roubada", aliás.)

Por exemplo, cruzeiro marítimo é um ótimo lugar para conseguir alguém, um "casinho" para se divertir, correto? Depende. No Natal, os navios são repletos de velhinhos jogadores de baralho.

(O Editor não é velhinho, ainda, mas adora jogar baralho...)

E os presentinhos para a família? Você foi ao México e achou uma excelente idéia trazer aquele sombrero - que no final vai ficar guardado no fundo de um guarda-roupa.

Ou que tal aquela vez que você resolveu encarnar a famosa malandragem brasileira naquela fila interminável em Paris, que você sorrateiramente furou e depois ficou se explicando com um "eu non parlê francé" bem cara-de-pau.

Pensando bem, que vergonha que dá, né? São algumas pequenas - e as vezes óbvias - dicas para evitar esse tipo de acontecimento que tornam o livro interessante.
  • UOL

    O Editor do UOL Tablóide prova que já se decepcionou com a Monalisa



Diferentemente dos guias convencionais, o "Michelíndio"- trocadilho com o famoso guia da Michelin - traz tudo aquilo que o turista não deve fazer, o que não comer, com quem não viajar, o que não comprar e, principalmente, aonde não ir.

Todo o segundo capítulo é dedicado a orientar os viajantes dos lugares com a maior quantidade de "programas de índio" do mundo. A autora desencoraja viagens para Marrocos, Bélgica, Andorra e Lima, por exemplo. Ou passeios sazonais como ir à Disney em julho, à Veneza no Carnaval ou à Europa em janeiro.

(Os departamentos de Turismo de todo o mundo tem bons motivos para achar que a obra atrapalha o desenvolvimento da atividade...)

Tudo bem que não conheço metade dos lugares listados pela autora. Mas discordo de algumas "dicas". Por mais sem graça que Bruxelas possa parecer, é um ótimo lugar para fãs de quadrinhos. A troca de guarda da rainha, em Londres, é insuportavelmente decepcionante? Acho que tanto quanto ver a Monalisa - cercada de turistas-fotógrafos por todos os lados - no Louvre. Decepcionante, mas obrigatório. Pelo menos uma vez, pra contar para os amigos (opa, será que este é o meu lado turista mala falando?)

Enfim, apesar de pequenas discordâncias e trocadilhos sem graça, o livro é bem agradável. E até mesmo útil. Vale, na cotação de zero a dez, oito barrinhas de cereal baratas dadas durante o vôo por alguma empresa aérea de baixo (não tão mais baixo assim por causa da crise) custo.

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