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10/02/2009 - 17h14

Castelo que puxou a cadeira do deputado parece de brinquedo. Do alto

Do Editor do UOL Tabloide Em São Paulo

Agencia Estado

Do alto, até parece de brinquedo...

Do alto, até parece de brinquedo...

O Editor do UOL Tabloide é especialista em castelo. Construiu a reputação na infância, graças a seus castelos de areia. Na juventude, aprendeu a fazer castelos de cartas, enquanto os amigos perdiam tudo no pôquer.

Antes de virar Editor do UOL Tabloide, ele também pegou muita carona na Castelo Branco, a rodovia. E comeu muita broa de milho no Castelinho da Pamonha.

A primeira observação a ser feita é o efeito-surpresa do castelo: sim, amigos, o castelo derrubou o deputado (do seu cargo na Mesa da Câmara, por enquanto), não foi o deputado que derrubou o castelo.

Também, um castelo avaliado em cerca de R$ 25 milhões em São João Nepomuceno, no interior de Minas Gerais, tinha de ser especial. Tão especial que Edmar Moreira (DEM-MG) passou a propriedade para os filhos em 1993. Vai-se o cargo de corregedor, mas ficam-se as torres.

O castelo da discórdia

  • Divulgação

    A imaginação do deputado Edmar Moreira tem de ser reconhecida...

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    Em vez de fosso de jacaré, uma piscininha para refrescar...

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    Como disse um político, gosto não se discute. Pensando bem, essa frase já é de mau gosto.

Mas isso não é tudo. O castelo de Edmar é um documento precioso de que nós, podemos, sim, ter a nossa própria Idade Média. Nova York, que é Nova York, importou um castelo inteiro, onde está hoje o Museu Cloister, no norte de Manhattan. Nosso deputado, não, fez um castelo todo "made in Brazil". Por essa, nem o príncipe da sociologia, que já foi presidente da República, podia esperar.

Quem já foi a Petrópolis (RJ) sabe que império brasileiro não construiu um castelo à altura do nosso território. Quem já foi à Disney viu o é, no mundo real, um castelo de conto de fada. Quem já comeu uma pizza no Castelões, em São Paulo, entendeu melhor o Brás.

O castelinho da rua Apa, em São Paulo, famoso por seus fantasmas, perdeu mais um pouco da sua primazia.

Na França, Maria Antonieta, que mandava no Palácio de Versalhes, ficou famosa por, antes de perder a cabeça, ter recomendado aos franceses que não tinham pão que comessem brioches. Os mineiros que não tem um Castelo de R$ 25 milhões deveriam, seguindo o raciocínio, comer pão-de-queijo.

Faltou comentar a arquitetura do Castelo. O Editor, olhando as fotos, concluiu que tá sobrando piscina e faltando fosso de jacaré. Também achou que tem torre demais para pouco peão - no xadrez da política, às vezes isso mais atrapalha do que ajuda, talvez tenha aprendido o deputado.

Por fim, o Editor, nesta crítica que tenta ser tão nonsense quanto esta história, sem conseguir, é claro, vai citar, de cabeça, um clássico, a música Fuscão Preto.

Fuscão preto,
com seu ronco maldito,
meu castelo tão bonito,
você fez desmoronar...


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