UOL Tabloide Tabloide
 

11/08/2009 - 20h00

Livro conta a história da calcinha, mas esconde os detalhes

Do Editor do UOL Tabloide Em São Paulo

Reprodução

Detalhe da capa do livro

Detalhe da capa do livro

O Editor do UOL Tabloide sempre achou que a calcinha (isso mesmo, a calcinha) tinha muita história para contar.

Assim, ficou todo empolgadinho quando soube da chegada ao mercado de "Por Baixo do Pano - A História da Calcinha" (Matrix, 136 págs., R$ 21,90), da britânica Rosemary Hawthorne, chegaria ao Brasil. Ficou ainda mais feliz quando soube que o apelido da autora é Knicker Lady, ou seja, a Dama das Calcinhas.

Infelizmente, o livro não para em pé. São apenas 136 páginas, com algumas ilustrações e alguma informação, normalmente sem a devida referência bibliográfica.

Ou seja, como historiador amador da roupa de baixo, o Editor do UOL Tabloide ficou decepcionado. Se não abundam as grandes análises, também faltam os detalhes. E nos detalhes é que mora o Diabo, como diz o ditado (foi mesmo o ditado?, pergunto-me).

Mas sempre é possível tirar algo do assunto calcinha, certo? Nem é preciso muito esforço. Assim, você, fetichista também amador, pode ficar sabendo com o livro:

  • Reprodução

    Rosemary Hawthorne, a autora assustada

* Até a última década do século 18 as nossas ancestrais não se davam ao trabalho de pensar numa peça de roupa específica para usar sobre o andar de baixo;

* A primeira calcinha, o "pantaloon", chegava abaixo dos joelhos ou mesmo até os tornozelos e era feita com um tecido "cor de carne", como o abajur do Ritchie (veja a letra de Menina Veneno);

* Na década de 1880, quando o culto à saúde e os preceitos médicos ganharam enorme força, uma das lideranças do movimento defendia: "Nenhuma moça ou mulher em idade de ter filhos deve ter que usar roupas de baixo que pesem mais do que três quilos";

* Entre 1914 e 1918, a Grande Guerra, quem diria, acentuou o romantismo. Esposas e namoradas mais sentimentais chegavam a bordar as insígnias dos regimentos dos amados nas suas roupas de baixo; nessa época também, as borboletinhas chegaram às calcinhas, para ficar, como sabemos;

* Na Segunda Guerra, a indústria tinha outras prioridades, e as mulheres tiveram de se virar. Uma delas explicou à autora porque fez seu "baby doll" de renda industrial preta: "Era o fim da guerra. Ninguém achava nada de bonito para comprar, e já fazia alguns anos que eu não via meu marido";

* Preocupadas com o aquecimento global (!!!), marcas de calcinha já investem nos modelos orgânicos e nos baseados no comércio justo. É a chamada calcinha politicamente correta.


Não é muita coisa, mas são informações que permitem iniciar uma conversa sedutora com alguma classe.

Infelizmente, aliás, a autora é um tanto recatada, e dedica uma página econômica às calcinhas no estilo "fio-dental".

Se o livro fosse escrito pelo Editor do UOL Tabloide, mesmo elas sendo tão pequenininhas, certamente mereceriam no mínimo um capítulo especial, pela grandiosidade do que representam. Afinal, calcinha é um assunto que sempre dá pano para a manga (não sei por que, mas talvez essa expressão não esteja no lugar certo...).

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    15h39

    0,31
    3,136
    Outras moedas
  • Bovespa

    15h43

    -0,41
    64.673,52
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host