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22/09/2009 - 17h47

Editor do UOL Tabloide critica "Se Beber, Não Case", uma comédia que, pasme!, faz rir

Do UOL Tabloide
Em São Paulo

Divulgação

"Se Beber, Não Case": uma comédia que, pasme!, faz rir

Há duas semanas, o Editor do UOL Tabloide criticou neste espaço o dramático "Anticristo", de Lars von Trier. Um filme para você chorar, ficar aflito, repensar se sexo é mesmo gostoso ou se faz mal à saúde etc. Depois dessa, ficamos te devendo um filme, digamos, que te fizesse sair bem do cinema. Aqui vai: "Se Beber, Não Case", de Todd Phillips.

O filme (tradução infeliz, aliás: o nome original é "a ressaca") tem um enredo que parte de um ponto simples: um simpático rapaz vai se casar. Para comemorar, ele vai com três amigos (o CDF que namora uma megera dominadora, o bonitão desencanado e o problemático irmão da noiva) a Las Vegas, para uma noitada de despedida. Até aí, podia ser uma comédia romântica.



Mas... não. O que acontece é que eles acordam no dia seguinte na pior ressaca de suas vidas. Pior do que isso: o noivo sumiu. E agora, os três amigos têm de achá-lo e dar um jeito de retornar para o casamento.

Em cima desse simples ponto de partida, o filme cria inúmeras situações: felizmente, todas engraçadas, já que é uma comédia. Mas é mais do que uma comédia. Com o desespero dos amigos em achar o noivo (teria ele fugido com outra? sido sequestrado? morrido?), vira quase uma "comédia de aventura", como aqueles filmes clássicos que surgiram nos anos 80 e ainda hoje ajudam a elevar a programação da tarde das TVs abertas: "Os Goonies", "Gremlins", "Os Caça-Fantasmas", "Curtindo a Vida Adoidado", "Clube dos 5"...

Quer dizer que "Se Beber, Não Case" é tão bom quanto todos do parágrafo anterior? Hum, ponto delicado. Afinal, esse é um conceito subjetivo. Para quem era criança/adolescente/jovem/homenzinho nos anos 80, os filmes acima foram "marcos cinematográficos" - ou algo assim. Dificilmente um filme surgido depois desse período conseguiria ser igual no coração de quem cresceu (ou amadureceu) com cenas como o navio pirata de "Goonies", os monstrinhos de "Gremlins" ou o boneco gigante de "Os Caça-Fantasmas" no imaginário. Ou seja, não dá para comparar.

ZÉ CACHACINHA TAMBÉM CRITICA O FILME

Mas não! Mas nããããããão! "Se Beber, Não Corra" é diferente! "Se Beber, Não Fuja" é um filme engraçado. Feito piada de bêubado. Feito bêubado tentando parecer que está sóbriiiiio.

Zé Cachacinha, em e-mail enviado
ao Editor do UOL Tabloide
Mas, convenhamos, dá para comparar com as comédias que têm entrado em cartaz este ano. Por exemplo: a comédia romântica "A Verdade Nua e Crua": um homem e uma mulher são tudo o que detestam um no outro, mas se apaixonam e terminam juntos. Fim. "Falando Grego": um homem e uma mulher estão desiludidos com o amor, mas se apaixonam e terminam juntos. Fim. "Marido por Acaso": com um título desses, o que você acha?

Esse é o grande lance de "Se Beber, Não Case": é imprevisível. Quando você acha que a situação dos três mancebos não dá para piorar, ela piora. Quando você sente "agora chegaram ao fundo do poço!", aparece o Mike Tyson. E pow!

E tudo isso, todos esses imprevistos, são recheados, embalados e entregues com muito humor. Dá para não gostar do filme? Dá. Se você tiver acabado de ser atropelado, de ser sequestrado por alienígenas malvados e ter fugido sem tirar uma única foto que comprovasse a abdução ou de descobrir que ganhou na loteria, mas perdeu o bilhete premiado. Mas, de um modo geral, deve dar algumas boas risadas e sair mais leve do cinema. E isso já não é o suficiente?

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