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27/10/2009 - 15h20

Com banalidade do riso, paródias de "A Queda" combatem a banalidade do mal

Do Editor do UOL Tabloide Em São Paulo

A essa altura do campeonato, é muito provável que mais gente tenha visto uma paródia do filme "A Queda" do que o próprio filme "A Queda".

É uma das maravilhas da internet, meio de comunicação que garante o ganha-pão deste Editor.

Hitler descobre a farsa do menino do balão (legendas em inglês)

Alguém que não entendia alemão aproveitou-se do fato de que o filme é falado em alemão para colocar umas legendas nada a ver em outra língua sobre as cenas em que líder nazista tem um piti, ou um ataque de nervos.

Toda aquela tensão de um projeto que felizmente está dando com os burros n'água, sob a liderança de alguém que, para muitos, era um líder (era mesmo?), é descarregada sobre um assunto banal, uma bobagem. Ou uma coisa séria, mas também inquestionavelmente menos séria do que perder uma guerra.

E temos assim que Hitler, agora, comenta tudo, em várias línguas. Pode ser o "menino do balão", que felizmente não foi pro céu, pode ser uma piada mal-ajambrada da Maitê Proença sobre os portugueses.

Hitler nervoso com reportagem de Maitê

Hitler ainda pode perder a linha ao descobrir que o final de Watchmen não será fiel à HQ ou ainda ao descobrir que Tarantino fez um filme antinazista, "Bastardos Inglórios". Infelizmente, o Editor do UOL Tabloide não conseguiu versões traduzidas para o português dessas histórias, mas se você não entender nada, não tem problema: cinema é, mais que texto, imagem, perceba.

Mas o que há de especial neste trecho para que ele renda tantas piadas? Rir de Hitler é saudável ou esconde algo perigoso? Posso rir sem culpa do cara mais perigoso do mundo?

Modestamente, este Editor acha que rir, especialmente dos poderosos, é sempre bom.

Paródia da paródia da paródia: Hitler de Tarantino só fala 'nein'

O Hitler de "A Queda" é ridículo porque ainda acha que seu poder pode dar em alguma coisa. Mas já é, insistimos, felizmente, tarde demais.

A humanidade só tem a ganhar se perceber que o poder absoluto é ridículo. E com essas paródias de "A Queda", anônimos de todo o mundo se unem para combater a banalidade do mal, com a banalidade do riso.

Ok, esta opinião é polêmica e, democraticamente, o Editor aceita suas críticas. Comente no Tablog.

Ah, por falar em Hitler ridículo, Martin Wuttke com cara de Peter Sellers está sensacional no papel no filme de Tarantino, "Bastardos Inglórios".

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