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25/11/2009 - 16h21

Faltando um mês para o Natal, Tabloide critica os panetones alternativos

Do UOL Tabloide Em São Paulo
  • Por que não ficarmos só no tradicional? Este panetone da foto tem cobertura de amêndoas... pra quê?

    Por que não ficarmos só no tradicional? Este panetone da foto tem cobertura de amêndoas... pra quê?

O Editor do UOL Tabloide é, antes de tudo, um purista. Por isso não consegue conter o espanto quando olha para as prateleiras do mercado oferecendo os novos modelos de panetone.

Tudo bem, o chocotone tem licença poética para existir. Mas para que diabos inventam panetone de mousse, floresta negra, brigadeirão, light, com fruta, sem fruta, só com uva passa, com goiabada, melado de doce de leite e até salgado? Assim não pode, assim não dá. Que tipo de energúmeno decidiu transformar o simpático doce natalino nessa metamorfose ambulante sem cara e sem sentimento?

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Tudo bem: o Natal serve para vender os badulaques que encalharam ao longo do ano. Mas não precisavam exagerar tanto e cometer com os panetones o mesmo crime que violenta o pão de queijo há anos, transformando um quitute feito para ser singelo em um monstro que pode ser abarrotado de polenguinho, cheddar ou gorgonzola (note ainda que isso tudo é queijo em cima de queijo).



  • Divulgação

    Tudo bem existir o chocotone, a Sub da sub mesmo detesta aquelas frutinhas... mas esse aí
    da foto já é um exagero, não? É puro mousse...

Como diria o intelectual Immanuel Kant, que nunca saiu da sua cidade na Alemanha, mas se tornou famoso mundialmente por ser um tremendo gente boa filosofal, todo exemplo deve ser testado em seu extremo para ser válido universalmente e, portanto, aceitável (UOL Tabloide às vezes é cultura).

Sendo assim, como achar que o tio Kant aprovaria o radicalismo do panetone de torresmo que vi na padaria perto de casa no fim de semana? Não é possível que aquilo não seja apenas um pão de torresmo disfarçado, mas lá estava ele, todo pimpão na embalagem panetonesca.

Como achar razoável o panetone de coca-cola que vendiam pelo menos até 2005 e que deve ter sido declarado arma química para ter sumido logo depois dos mercados? Que originalidade existe em perverter a universalidade do panetone só para fazê-lo com gosto de refrigerante? O exemplo levado ao extremo mostra que o panetone alternativo é um grosso erro.

Por isso, pergunto: qual é o sentido dessa nova geração de panetones? A quem servem eles? A quem serão eles servidos? Ainda que muitos considerem essa uma batalha perdida, garanto: nenhum pedaço dessas abomináveis criações tocará nem os meus lábios nem os do guru Kant, um cara que me convenceu sobre a importância de resistir aos sedutores encantos do novo.

E você, hein, caro internauta, o que pensa a respeito dos panetones alternativos? Ama ou odeia? Diga tudo o que acha no Tablog, o blog do Editor do UOL Tabloide.

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