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29/05/2005 - 16h48

Editor do UOL Tablóide passeia de tuk-tuk e descobre que jamais aprenderá a dirigi-lo

PEDRO CIRNE
Enviado especial a Bancoc (Tailândia)

Trecho extraído do livro ainda não escrito "Coisas que um Turista Deve Fazer, Já que as Pessoas Vão Perguntar Muito": "Em Veneza, um passeio de barco. No Egito, de camelo. Em Bancoc... De tuk-tuk". Conhece?

Pedro Cirne 
Um típico tuk-tuk
O tuk-tuk, de longe, parece um carrinho de playmobil ampliado. De perto percebe-se que se trata de um misto de carro, moto e táxi. É um veículo (menor que um carro) de três rodas (maior que uma moto) em que o motorista leva o passageiro por Bancoc - por dinheiro, é claro. Teoricamente, é um táxi mais barato. Na prática, sempre vale comparar.

Cabem três pessoas em um tuk-tuk: o motorista e dois passageiros. Se os passageiros não forem muito verticalmente avantajados (devemos seguir sempre a cartilha do politicamente correto?), caberiam até três, mas não sei se é permitido - em uma semana em Bancoc, não vi um tuk-tuk lotado.

Durante o percurso, seja ele qual for, pode-se aproveitar para observar muito detalhes e letreiros de Bancoc. Convém prestar mais atenção aos detalhes, já que o alfabeto tailandês é completamento diferente e você não vai entender completamente nada dos letreiros.

Se você estiver aproveitando o passeio para prestar atenção na Tailândia, irá reparar que a Tailândia também está prestando atenção em você. Em várias ocasiões o Editor do UOL Tablóide surpreendeu anfitriões anônimos observando-o atenciosamente. Em duas delas, durante o passeio de tuk-tuk, acenaram. Talvez por perceberem que se tratava de um estrangeiro. Talvez por campaixão de sua feiúra. Quem saberá?

Por ser totalmente aberto, o tuk-tuk proporciona um passeio, na maior parte do tempo, mais gostoso - afinal, é como se você estivesse cercado de janelas abertas por todos os lados. A desvantagem é quando um ônibus pára na sua frente e cisma de não sair de lá tão cedo - aí não tem como fechar as "janelas".

A alta temperatua local também é uma boa desculpa para andar de tuk-tuk. Bancoc é uma cidade muito quente em maio, e, para resistir à sua temperatura elevada, há boas opções como o passeiro de tuk-tuk, tomar uma cerveja bem gelada ou os dois ao mesmo tempo.

O Editor do UOL Tablóide sabe dirigir carros. Não muito bem, embora faça cara e pose de piloto de Fórmula 1 quando está dando carona a alguém do sexo oposto. Mas dirigir tuk-tuk é outra história. E isso não tem nada a ver com o fato de o sistema tailandês de trânsito ser de mão inglesa - os mais velozes vão pela direita, os que seguem Barrichello e acham que ultrapassar é coisa de mau caráter vão pela esquerda.

São outras razões, ligadas à grande vantagem do tuk-tuk: burlar o trânsito. Por conta disso, o verdadeiro motorista de tuk-tuk não faz curvas, dá guinadas de 180o graus. Não tira "finas", consegue passar por lugares em que, aparentemente, nem uma moto passaria. Não muda para a pista ao lado, aparece misteriosamente na pista que era a terceira à direita direita de onde estava, como se tivesse se transportado.

É como o Editor do UOL Tablóide sempre disse - na verdade, nunca disse, mas passou a dizer: "Passear de tuk-tuk é gostoso, mas dá um calafrio de vez em quando."


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