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21/02/2006 - 15h44

Idosa pensa ter pego gripe aviária após fazer respiração boca-a-bico

Pombas são nojentas, pombas têm piolhos. Pombas, ratos com asas. Depois que o romantismo acabou, as pombas foram caindo em desgraça. Mas, até há pouco, ainda havia quem as amasse.

Uma senhora idosa e bondosa encontrou uma pomba doente nas ruas de Alicante (Espanha), sofrendo para respirar. Sem pensar duas vezes, ela tomou o bicho em seus braços e fez uma respiração boca-a-bico para reanimá-lo. Inútil. A pomba não resistiu.

A mulher foi para casa e começou a espirrar. A sentir outros sintomas provocadas pelo vírus influenza. Provavelmente vendo um programa de TV, ficou na dúvida: "Peguei a gripe aviária?" Correu ao hospital. Depois dos exames, a certeza: a mulher sofria de gripe comum e paranóia aviária.

Neste texto artístico e poético, só falta saudar o pobre Raimundo Correia (1860 - 1911), que escreveu muito mais que quatro estrofes, mas que, por conta de um simples soneto, virou, eternamente, o "poeta das pombas". Aqui seguem os primeiros versos: "Vai-se a primeira pomba despertada .../ Vai-se outra mais ... mais outra ... enfim dezenas/ De pombas vão-se dos pombais, apenas/ Raia sanguínea e fresca a madrugada ...

Fonte: AFP

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