25/03/2008 - 16h20

UOL Tablóide Critica: com 44 páginas e 21 insultos, a revista "Mad" está de volta

Editor do UOL Tablóide
Da Redação

Esta é a série "UOL Tablóide Critica", em que o UOL Tablóide (neste caso, eu, o Editor do UOL Tablóide) aproveita esta seção semanal para falar mal, descer a lenha, destilar o veneno, ou seja, criticar elegantemente algo relacionado ao mundo em que vivemos. De preferência, algo artístico: filme, livro, história em quadrinhos etc. O céu é o limite. E, se um dia eu estiver sem assunto, olho para cima e critico o céu!

Para estrear esta série, vamos pegar como alvo alguém que também está estreando: a edição brasileira da revista "Mad", cujo número um está nas bancas.

Reprodução
Capa da "Mad" nº 1; repare na beleza, no carisma e no charme de Alfred E. Neuman
ÁLBUM: IMAGENS DA MAD
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Peraí, dirá você. A "Mad" existe no Brasil desde julho de 1974. Sim, é verdade. Mas aquela revista nasceu, cresceu e morreu. Depois, ressurgiu em outra editora, onde viveu o mesmo ciclo. Depois, em uma terceira. E agora, uma vez mais, "Mad", tal qual um zumbi, voltou do limbo das revistas esquecidas para aterrorizar os seres humanos comuns como você e eu (sim, minha definição de "ser humano comum" é bem ampla).

Aproveitando que estamos na Internet, podemos dizer que esta é a versão 4.0 da "Mad".

O que ela tem de diferente das anteriores? Li as 44 páginas e 21 insultos (a leitores, profissionais da revista ou celebridades que existem no mundo real; desconsiderei as ofensas aos próprios personagens da revista) e selecionei algumas novidades que me chamaram atenção. Bom, vamos lá:

* tem aqueles cartuns minúsculos do Sergio Aragones escondidos na calha das histórias (calha, ou sarjeta, é o nome dado ao espaço entre os quadros de uma HQ; onde você estava nas aulas de cultura geral do colégio? Na aula, né? Por isso, se tivesse lido mais HQs, saberia isso!);

* tem a Dobradinha Mad, aquela página com uma pergunta e um desenho que te obriga a dobrar (amassar, no caso de desastrados como eu) a página para ter a solução da pergunta;

* tem também o relatório Ota, em que o Ota examina à maneira "Mad" assuntos polêmicos como a vida após a morte;

* a série "Spy vs. Spy", em que um espião vestido de preto fica sacaneando um espião vestido de branco e vice-versa (alguém aí lembra da Dama de Cinza? Por onde será que ela anda?);

* tem sátiras de filmes (no caso desta edição, o internacional "Harry Podre e a Bosta no Tênis" e "Meu Nome não é Enjôony", em que fizeram o que eu acreditava que nenhum desenhista do mundo conseguiria fazer: uma caritcatura da Cleo Pires em que ela está feia)

Essas são as novidades. O quê? Isso tudo já existia nas "Mads" anteriores? Nada mudou? Sim, senhoras e senhores, é a mesma "Mad" de sempre, com seu humor refinado (no índice, a seção de cartas aparece com o nome "Cartas dos Imbecis que Acreditavam na Nossa Volta!"); seu elegante personagem principal (Alfred E. Neuman - deve ter algum cara com esse apelido na sua turma, toda turma tem); e um editorial com o português culto e poético de sempre, que remete a Camões ou Pessoa, tal a sutileza das palavras ("Na última edição da série anterior dissemos que talvez a revista voltasse... Pro azar de todos isso aconteceu, e cá estamos de novo para encher o saco de vocês. Infelizmente tive que voltar junto, porque não arranjei um emprego melhor", pondera o editor Ota).

Comentário Tabloidal (a avaliação do Editor do UOL Tablóide): Alfred E. Neuman é o mentor intelectual de gerações e merece respeito.

ps - Critique o "UOL Tablóide Critica" no Tablog, o Blog do Editor do UOL Tablóide
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