Nova lei escancara mal causado pelo fumo

Da Redação
Em São Paulo


Cada vez que um fumante pegar o maço para tirar um cigarro, a partir de fevereiro, dará de cara com aquelas cenas escabrosas dos males que o consumo do fumo pode causar. O Brasil, que tem 30 milhões de fumantes e consome 142 bilhões de cigarros por ano, é o segundo país do mundo que tem uma lei que obriga os fabricantes a estampar imagens e frases contra o fumo nas embalagens do produto.

Essa é a última tentativa do governo para tentar reduzir o consumo de tabaco no país. Depois de ter confinado os fumantes em áreas reservadas em restaurantes, proibido o consumo de cigarros em locais públicos, incentivado os "fumódromos" dentro de empresas privadas, restrito a publicidade, entre outras medidas, o país parte para um ataque aberto.

Frases lembrando que fumar causa mau hálito, perda dos dentes, impotência sexual e baixo peso de bebês, ilustradas por imagens de um casal na cama com cara de desanimado ou por um recém-nascido prematuro todo entubado, por exemplo, vão estar lado a lado com logomarcas consagradas. A velha advertência do Ministério da Saúde, perdida na lateral dos maços, será substituída por uma mais vistosa. O alerta e a foto serão muito mais visíveis, ocupando todo o verso da embalagem, com fundo preto.

A indústria do tabaco movimenta cerca de R$ 8,5 bilhões por ano no Brasil, gerando uma arrecadação de impostos que chega a 70% do mercado legal, ou US$ 4,6 bilhões, de acordo com a Abifumo (Associação Brasileira da Indústria do Fumo). O comércio clandestino gira R$ 1,9 milhão anual.

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