Professores cometem um terço dos estupros de crianças na África do Sul

Da Redação
Em São Paulo

Um terço de todos os estupros de crianças na África do Sul são cometidos pelos próprios professores dos moleques, revelaram pesquisadores na sexta-feira, em um estudo sobre a extensão da violência sexual contra mulheres jovens do país.

A África do Sul foi agitada por um recente surto de estupros de bebês por causa de uma crença que diz que o sexo com uma virgem cura um homem contaminado pela Aids.

O país é o epicentro de uma pandemia de Aids, com cerca de um em cada nove dos 45 milhões de habitantes estarem portando o vírus da doença.


A doutora Rachel Jewkes, do Conselho de Pesquisa Médica, em Pretória, e seus colegas descobriram que 33% das mulheres sul-africanas estupradas foram atacadas antes dos 15 anos por professores, outros 21% foram vítimas de parentes e um número semelhante por desconhecidos.

A pesquisa nacional entrevistou 11.735 mulheres com idades entre 15 e 49 anos. Jewkes descobriu que 153 mulheres, ou 1,3%, disseram que foram estupradas antes dos 15 anos.

Destas, 15% foram atacadas entre os cinco e os nove anos de idade. 80% foram molestadas entre os 10 e 14 anos.

Cerca de 21 mil casos de estupros de crianças foram registrados pela polícia da África do Sul no ano passado. Ativistas afirmam que isso é apenas a ponta do iceberg porque milhares de casos não são nem mesmo comunicados às autoridades.

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