Pó cancerígeno dá processo contra produtores de 'O Planeta dos Macacos'

Da Redação
Em São Paulo

Centenas de figurantes que trabalharam no filme "O Planeta dos Macacos", do diretor Tim Burton, estão processando os produtores do filme por terem sido expostos a um pó cancerígeno. Ele foi usado para recriar uma tempestade de areia, segundo o texto da ação apresentada em Los Angeles.

O processo, aberto por Jeffrey Clark, um dos figurantes, em nome de todos os extras que interpretaram papéis de macacos ou humanos no filme, pretende fazer com que a Fox pague uma indenização por danos morais e prejuízos, além de exigir parte do lucro arrecadado com a produção.

De acordo com a ação, os figurantes foram expostos durante cerca de dois meses, sem proteção, a mais de 36 toneladas de um pó conhecido como "Terra de Fuller", que contém substâncias que irritam os pulmões, além da silica cristalina, que é cancerígena.

Segundo Clark, os produtores teriam comprado milhares de máscaras de papel que nunca chegaram a ser distribuídas aos figurantes.

Durante a produção, muitos dos extras "apresentaram problemas respiratórios consistentes" e, desde então, alguns deles continuaram sofrendo "irritação aguda e crônica nos pulmões e no sistema respiratório".

A inalação da silica cristalina pode provocar câncer ou silicose. Os produtores do filme não se pronunciaram sobre o processo.

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