Nevasca prende princesa na Antártida

Da Redação
Em São Paulo

A princesa Anne, da Grã-Bretanha, sentiu na sexta-feira um gostinho das dificuldades enfrentadas pelos primeiros exploradores da Antártida, quando uma nevasca a impediu de deixar a histórica cabana Terra Nova, no cabo Evans.

O mau tempo já havia frustrado uma tentativa anterior da princesa de aterrissar na cabana. Mais tarde, quando ela estava prestes a deixar o local, uma tempestade de neve com ventos de mais de 70 quilômetros por hora impediu a decolagem.

A comitiva de 15 pessoas que acompanhava a princesa foi obrigada a aguardar por quase uma hora, dentro de dois helicópteros, até que a nevasca abrandasse o suficiente para que pudessem retornar à Base Scott, da Nova Zelândia.

A princesa Anne, patrona da Fundação Antártica britânica, estava visitando a cabana para lançar uma campanha internacional de preservação de quatro históricos abrigos usados pelos primeiros exploradores da região.

Dentro da cabana de Scott, praticamente intocada desde a época em que o explorador se abrigou no local, a princesa gostou de ver as prateleiras contendo as latas originais de comida, ainda fechadas, os resquícios de cobertores e roupas e as paredes chamuscadas pela queima da gordura de baleia, usada para aquecer o ambiente.

"É como se eles tivessem acabado de sair", disse Anne.

Muitos dos artefatos e equipamentos na cabana estão começando a se deteriorar, e a Fundação neozelandesa do Patrimônio Antártico aceitou a responsabilidade de restaurá-los e conservá-los.

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