Advogados podem ser condenados por crime cometido por pitbull

Da Redação
Em São Paulo

Dois advogados de San Francisco (Estados Unidos) serão julgados a partir desta terça-feira pela morte de uma mulher homossexual que foi atacada por cachorros supostamente criados por um grupo de presos neonazistas.

Caso sejam considerados culpados, os advogados Marjorie Knoller, 46, e Robert Noel, 60, podem ser as primeiras pessoas condenadas na Califórnia por um homicídio cometido por um cachorro, em um julgamento que foi recentemente transferido para Los Angeles para evitar a enorme publicidade que atraiu em San Francisco.

O crime ocorreu em janeiro do ano passado, quando Knoller e Noel cuidavam de Bane e Hera, um casal de cães da raça pitbull de mais de 50 kg cada, que pertencem a Paul "Cornfeld" Schneider, 39, que cumpre prisão perpétua por tentativa de homicídio numa prisão de segurança máxima.

Segundo as autoridades norte-americanas, Schneider integrava uma organização neonazista denominada Hermandad Aria, que criava e treinava cachorros de ataque para vendê-los para traficantes de droga mexicanos.

A vítima, Diane Whipple, 33, vivia num apartamento no mesmo andar que os acusados, onde foi atacada pelos dois animais em 26 de janeiro de 2001, quando voltava para casa após fazer compras.

O ataque durou cerca de dez minutos e a mulher morreu no hospital horas depois devido as dentadas recebidas na garganta. Um dos animais, Bane, um macho, foi sacrificado pela polícia na mesma noite. O outro, Hena, uma fêmea, foi morta há cerca de duas semanas.

O tribunal deve agora decidir se os advogados devem ser considerados responsáveis pela morte da mulher, já que sabiam que os animais eram perigosos e não souberam controlá-los.

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