Igreja dos EUA denuncia padres suspeitos de pedofilia

Da Redação
Em São Paulo

A Igreja Católica dos Estados Unidos está revendo a forma como trata padres que abusaram sexualmente de crianças, por causa da pressão dos fiéis. Devido à pressão da opinião pública, alguns bispos começaram a denunciar sacerdotes, em vez de simplesmente trocá-los de paróquia, como era feito até agora.

Sete sacerdotes que integram um lista de 14 religiosos acusados de pedofilia entre 1963 e 87 foram suspensos no sábado pelo arcebispo de New Hampshire, John McCormack.

Em Massachussetts, o cardeal Bernard Law afastou ao menos oito sacerdotes e denunciou 80 eclesiásticos acusados de pedofilia. Law está sendo pressionado por católicos, que pedem sua renúncia.

Em Boston, região dominada pelo catolicismo, a população reprova a Igreja por contentar-se em mudar de paróquia em paróquia os sacerdotes acusados de abuso.

A desaprovação recai em particular no padre John Geoghan, 66, acusado de ter molestado sexualmente 130 meninos e violentado pelo menos um. Na quarta-feira (20), Geoghan, já condenado a dez anos de prisão, comparecerá a um julgamento de estupro.

Entre 1992 e 96, vários juízes preferiram encerrar os julgamentos. Por insistência do jornal Boston Globe, que realizou investigações sobre Geoghan, a Justiça acaba de reabrir cinco casos que implicam sacerdotes acusados de agressões e estupros.

Apesar das desculpas públicas do cardeal Law, 48% dos católicos da região, consultados pelo jornal "Boston Globe" e a televisão WBZ-TV, querem que ele peça demissão.

Law também foi afetado pela denúncia de Christopher Fulcino, que acusa o padre Geoghan de tê-lo agredido em 1989, quanto tinha 13 anos. Em sua denúncia, Fulcino acusa o cardeal de ter guardado silêncio sobre o passado do sacerdote.

Pressionada pelos acontecimentos, a conferência episcopal dos Estados Unidos colocou em seu site "uma descrição de vinte anos de esforço dos bispos católicos do país para responder à questão das agressões sexuais e para ajudar a quem foi afetado".

Dirigindo-se diretamente ao público, o presidente da conferência episcopal, o bispo Wilton Gregory, assegurou em um artigo publicado no jornal "USA Today" que "os 350 bispos e os 47 mil sacerdotes do país compartilham a vergonha e a humilhação que sentem os fiéis".

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