Turquia suspende exames de virgindade nas escolas

Da Redação
Em São Paulo

A Turquia mudou um código disciplinar que regulamentava escolas para usar a palavra "castidade" e justificar exames forçados de virgindade em meninas suspeitas de terem tido relações sexuais antes do casamento.

O governo já havia criado em 1999 um decreto acabando com os testes forçados depois que cinco estudantes tentaram se suicidar com veneno de rato. Todos os anos, uma série de adolescentes se matava por causa dos exames.

Apesar de não se saber ao certo se os testes forçados continuam ocorrendo, a cláusula sobre "castidade" continuava a fazer parte do código disciplinar das escolas públicas.

A cláusula agora exclui a referência à exigência de castidade e diz que estudantes podem ser punidas se "se comportarem de modo incompatível com os valores típicos da sociedade e de forma que possa afetar negativamente a atmosfera de ensino".

A prática de examinar meninas para avaliar se seu hímen estava intacto era especialmente comum em internatos estaduais de áreas rurais na Turquia. No país de maioria muçulmana, sexo antes do casamento é condenado e muitas mulheres que não são mais virgens têm dificuldades de arrumar maridos.

Em áreas mais pobres e conservadoras no sudeste da Turquia, homens chegam a matar parentes solteiras que mantiveram relações sexuais.

O governo turco atravessa um processo de reformas de várias naturezas a fim de se preparar para o ingresso na União Européia, que está preocupada com os direitos humanos no país.

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