Museu de Nova York aposta na vida extraterrestre

Da Redação
Em São Paulo

A busca de sinais de vida extraterrestre é o tema de uma fantástica exposição que abre suas portas amanhã no vanguardista planetário do Museu de História Natural de Nova York.

O museu mobilizou cem pesquisadores, astrofísicos, técnicos em informática e criadores, que produziram um maravilhoso e dramático filme de 23 minutos, que transforma a visão do cosmos e revela inumeráveis mundos onde poderia haver vida.

O filme, intitulado "A busca de vida: Estamos sós?", constitui um "hino à vida", resumiu a presidente do museu, Ellen Futter, na apresentação à imprensa do espetáculo, que custou US$ 3 milhões.

Narrado pelo ator Harrison Ford, o filme é exibido na imensa tela hemisférica de 380 graus do planetário, conhecido como o Centro Rose para Terra e Espaço, que foi inaugurado há dois anos no museu. Desde essa data, o centro já recebeu nove milhões de visitantes.

As imagens exibidas na imensa tela são fascinantes, somadas ao som de 23 alto-falantes. Mas, apesar do tema e dos impactantes efeitos especiais, o espetáculo não é um filme de ficção científica, mas coloca as grandes interrogações que fazem os cientistas sobre a existência de vida em outros planetas.

Harrison Ford resume o desafio: "Há alguns anos, evocar outros planetas era uma fantasia, mas do campo da ficção científica (...) Mas agora o número de galáxias onde poderia haver vida é simplesmente fantástico".

Futter afirmou que o novo espetáculo do Museu é baseado nas últimas descobertas científicas. "Os avanços efetuados nos últimos anos pelos cientistas lhes permitem assegurar que poderão determinar, no curso de suas vidas, se existe uma forma de vida fora da Terra", declarou.

A viagem pelo cosmos oferecida no Museu - que usou de apoiou para suas simulações dados fornecidos pela Nasa, provenientes principalmente das sondas espaciais Pathfinder e Galileu - começa em Marte, onde poderia haver água, necessária para a vida como a que existe na Terra.

Em seguida, leva o espectador a viajar por Europa, uma das luas gigantes de Júpiter, que está recoberta de uma camada de gelo, sob a qual poderiam existir também formas de vida.

O diretor do departamento de astrofísica do Museu, Michael Shara, curador da mostra, afirmou que o espetáculo é possível devido "aos incríveis avanços feitos nos últimos dez anos", que permitem confirmar "que pode existir vida em ambientes que antes acreditávamos hostis".

Entre estes avanços, ele destacou a identificação de 80 "exo-planetas" gigantes, isto é, planetas que estão fora de nosso sistema solar. "E atualmente descobrimos um novo planeta por mês", acrescentou.

"Se chegarmos a achar organismos de uma só célula em algum desses planetas, quer dizer que há vida e que a podemos encontrar", disse.

Shara deixou claro que não há até agora evidências científicas de vida inteligente fora da Terra.

"Não há provas de que a Terra tenha sido visitada por extraterrestres", afirmou o cientista, deixando entretanto aberta a possibilidade de vida inteligente fora da Terra.

"Recordemos que até agora só começamos a investigar um pouquinho na via Láctea", concluiu, lembrando que "os processos que produziram nosso Sol e sistema solar, e que permitiram, através de milhões de anos, que se desenvolvesse a vida na Terra, são os mesmos processos que continuam gerando estrelas e planetas em nossa galáxia".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos