Falsos talebans transando chocam em salão de quadrinhos

Da Redação
Em São Paulo

Uma polêmica sobre os limites da liberdade de expressão foi provocada nesta segunda-feira pela cerimônia de encerramento do Salão Internaciona do Comic (histórias em quadrinhos) de Granada (Sul), durante a qual os protagonistas fantasiados de combatentes talebans queimaram uma imagem da Vírgem Maria praticaram um ato sexual ante cerca de 200 surpresos espectadores.

Tanto a Junta (governo regional) de Andaluzia como a prefeitura e a Câmara de Deputados de Granada - que financiaram o Salão do Comic, encerrado neste domingo - condenaram a "injuriosa" solenidade de entrega de prêmios, dirigida pelo cineasta espanhol Juanma Bajo Ulloa, diretor de "Airbag" e outros longas.

Em um comunicado conjunto, as três administrações lamentaram, condenaram e se desvincularam totalmente dos conteúdos da noitada, realizada no teatro municipal granadino de La Chumbera, para 200 convidados.

Enquanto alguns atores queimavam imagens de uma vírgem e do poeta granadino Federico García Lorca, uma jovem atriz retirou a burca afegã que cobria seu rosto para fazer, nua, uma felação em um outro fantasiado taleban, passando depois ao ato sexual explícito.

Segundo depoimentos de convidados para a noitada, o espetáculo começou após a entrega aos representantes das três instituições administrativas de placas de agradecimento por seu apoio ao Salão do Comic, aparecendo a seguir em cena uma dúzia de atores caracterizados como guerrilheiros talebans, entre eles o ator Manuel Manquiña, que intepretou o líder terrorista Osama bin Laden.

O falso bin Laden disse aos assistentes que eram seus "reféns" e que tinha vindo para "conquistar o Ocidente".

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