Raiva aumenta colesterol em mulheres fora de forma

Da Redação
Em São Paulo

O temperamento agressivo pode fazer mal ao coração, mas exercícios físicos podem ajudar até mesmo as pessoas mais furiosas a escaparem de uma doença cardíaca, sugere uma pesquisa da Universidade de Maryland, em Baltimore (Costa Leste dos EUA).

Em um estudo feito com 103 mulheres saudáveis de meia-idade, os pesquisadores descobriram que as voluntárias propensas a explosões de raiva tinham níveis de colesterol menos benéficos que as mais calmas. Contudo, entre as mulheres que eram nervosas e se encontravam em boa forma física, o temperamento não exerceu tais efeitos sobre a taxa de colesterol.

Além disso, nem todas as formas de raiva foram relacionadas aos níveis de colesterol mais desfavoráveis, afirmou a equipe de Aron Wolfe Siegman, da Universidade de Maryland, em Baltimore. A "raiva neurótica" - associada à tendência de ter reações hostis a críticas ou insultos - não teve ligação com os níveis mais elevados do colesterol "ruim" (o LDL) nem com as baixas taxas do colesterol "bom" (o HDL).

Por outro lado, as mulheres que tinham "temperamento raivoso" e dificuldade de controlar a hostilidade apresentaram tendência a ter uma taxa mais elevada tanto do LDL quanto do colesterol total.

Quando os cientistas reanalisaram essa relação, no entanto, eles observaram que a associação podia ser aplicada apenas às mulheres fora de forma. As descobertas foram publicadas na mais recente edição da revista Journal of Behavioral Medicine.

Outras pesquisas haviam mostrado uma ligação entre a raiva crônica -particularmente a expressão aberta dela- e o risco de doença cardíaca. Um outro estudo similar ao atual, mas realizado com homens, sugeriu que a forma física pode combater os efeitos cardiovasculares provocados pela raiva.

Ainda não está claro por que a falta de controle sobre a agressividade pode afetar negativamente os níveis de colesterol, de acordo com a equipe de Siegman. Os cientistas notaram, entretanto, que esse traço de personalidade pode estar ligado à hipersensibilidade a hormônios como a adrenalina, que tem sido relacionada ao aumento dos níveis de colesterol em animais.

A falta de controle da raiva foi ligada a taxas desfavoráveis de colesterol em mulheres fora de forma, independentemente da idade, da massa corporal e do hábito de fumar.

Mas há um lado bom nessa história. Os cientistas apontaram que as descobertas também sugerem que as pessoas mais propensas a sentir raiva podem proporcionar benefício ao coração por meio da prática de exercícios físicos.

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