Homem armado mata 8 e fere 30 em subúrbio de Paris


Da Redação
Em São Paulo

Um homem abriu fogo na madrugada de quarta-feira em uma sessão da Câmara dos Vereadores de Nanterre, um subúrbio do noroeste de Paris, matando oito pessoas e ferindo 30.

A polícia disse que prendeu o atirador, Robert Durn, de 33 anos, que disparou aleatoriamente contra 40 pessoas enquanto mantinha a aparência calma. Seus motivos ainda são desconhecidos. O incidente aconteceu à 1h15 (21h15 de terça em Brasília), depois que a prefeita Jacqueline Frayasse já havia encerrado a sessão e os políticos se preparavam para ir jantar.

"Estávamos prontos para sair quando de repente um homem se levantou e começou a atirar para frente", contou a prefeita. Outra testemunha disse que o atirador tinha duas ou três armas e disparava com as duas mãos: "Atirava em qualquer coisa que se mexesse e estava completamente calmo. Foi um pesadelo total, todos ao meu redor caíam".

Pelo menos 14 dos feridos estão em estado grave. Quando as equipes de emergência chegaram ao lugar, as oito vítimas já estavam mortas. A polícia afirma que ele usou uma submetralhadora e uma pistola Magnum .357.

"Durou muito tempo", contou o vice-prefeito Lucien Batard. "Ele substituiu os cartuchos e teve ter disparado 40 ou 50 vezes", disse. Segundo as testemunhas, o atirador foi contido por pessoas que estavam na galeria. "Depois de dominado, ele gritava: 'Me matem, me matem"', afirmou Batard.

Segundo uma testemunha, o atirador, é membro do Partido Verde francês e começou inicialmente a mirar em vereadores desse grupo, antes de disparar aleatoriamente. "Ele vinha a todas as sessões e não tinha motivos para isso", afirmou.

Os dois principais candidatos à presidência da França, empenhados numa campanha em que a violência é tema constante, estiveram no local. O premiê Lionel Jospin chegou pouco depois do incidente e disse que se tratou de "um ato de loucura descontrolada, que ninguém poderia esperar".

Seu adversário, o atual presidente e candidato à reeleição Jacques Chirac, apareceu por lá ao amanhecer, para expressar solidariedade às famílias das vítimas. Para ele, tratou-se de "um caso de loucura assassina, uma trama totalmente inimaginável. As palavras não podem expressar, mas o coração grita de indignação".

A prefeita Frayasse disse que foi muito doloroso identificar o corpo dos colegas mortos. "Eram homens e mulheres jovens, com filhos pequenos", afirmou.

Em outubro, um atirador matou quatro pessoas em Tours, no centro do país.

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