Meteorito de 5 mil anos pode explicar morte de lendário imperador da China

Da Redação
Em São Paulo

Um meteorito de 5 mil anos descoberto no nordeste da China pode explicar a lendária morte do homem celebrado como o primeiro ancestral da nação, revelou a imprensa do país nesta terça-feira.

O meteorito - encontrado próximo a um mausoléu do Imperador Amarelo na província de Shaanxi, no condado de Huangling - pode ter sido a causa de um tremor de terra que, segundo registros históricos, matou o primeiro imperador da China, explicou o Diário Oficial da China.

A descoberta também ajudou a esclarecer uma lenda local segundo a qual nove dragões destruíram a antiga cidade de Huangling, disse ao jornal um pesquisador do Império Amarelo e um dos que acharam o meteorito, Li Yanjun.

Existe um grande ceticismo sobre as informações, em parte reais, em parte míticas, a respeito de Huangdi, a quem a palavra "imperador" e a cor amarela, associada aos imperadores, remontam.

A lenda chinesa credita ao primeiro imperador a invenção da carroça e do barco. Além disso, seus diálogos com o físico Qi Bo foram a base do primeiro livro de medicina chinesa, o "Catálogo da Medicina" do Imperador Amarelo.

De acordo com a tradição, a esposa do imperador, Lei Zu, ensinou à China como tecer a seda do bicho-da-seda. Seu ministro, Cang Jie, inventou o primeiro personagem chinês.

Acredita-se que o reinado do imperador Huangdi tenha durado de 2679 a.C. a 2597 a.C., antes de um dragão ter vindo buscá-lo para levá-lo ao paraíso quando ele tinha 110 anos.

Os geólogos estimam que a amostra do meteorito seja de mais de 5 mil anos.

Ela estava enterrada e tinha apenas 82 centímetros de comprimento e 21 cm de largura, além de possuir buracos e traços de queimadura, afirmou Li.

O pesquisador disse que se acreditava que o meteorito havia caído no topo de uma montanha onde o imperador foi supostamente enterrado.

Na última sexta-feira, cerca de 50 mil chineses foram para o mausoléu, construído na dinastia Han, para prestar homenagens ao patriarca cultural, no Dia da Limpeza do Túmulo, celebrado todos os anos.

Desde 1992, a China gastou 200 milhões de iuan (US$ 24 milhões) para reformar o mausoléu fora da antiga capital de Xi'an, em meio a uma floresta de 80 mil árvores ciprestes de mais de mil anos, informou o jornal People's Daily no domingo.

Os responsáveis pelo mausoléu disseram que não ouviram falar sobre a descoberta.

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