Prostitutas vão às ruas de Paris contra projeto de lei

"Vocês dormem conosco, vocês votam contra nós". Esta é uma das frases escritas em cartazes de um protesto das prostituas da França ocorrido nesta terça.

A manifestação é para defender seu direito de trabalhar, ameaçado por um projeto do governo de criminalizar o ato de atrair clientes.

Cerca de 300 prostitutas se reuniram diante do Senado, a câmara alta do Parlamento, no centro da capital francesa, segundo estimativa de um jornalista da agência "France Presse".

Vindas de Lyon, Marselha ou Metz, a maioria usava uma máscara branca no rosto. Uma delegação de seis manifestantes chegou a ser recebida por um grupo de senadores.

Trata-se da primeira manifestação nacional das profissionais do ramo desde o movimento de revolta contra os proxenetas e a polícia, nascido em Lyon em 1975.

Há na França entre 15 mil e 18 mil prostitutas, das quais a metade vive em Paris.

As mulheres vindas dos países do Leste Europeu são as mais numerosas, principalmente da República Tcheca, Albânia, Ucrânia ou Rússia. As africanas (Nigéria, Gana, Serra Leoa, África francófona) representam cerca de um terço das estrangeiras.

O projeto de lei prevê a expulsão das estrangeiras consideradas culpadas de atrair os clientes, uma medida considerada um dos meios de lutar contra as redes mafiosas.

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