O Editor do UOL Tabloide revela: ser jurado do Miss Mundo Brasil é...

Pedro Cirne
Do UOL Tabloide
Em Angra dos Reis (RJ)*

Vida de miss não é fácil. Vida de jurado de concurso de beleza, por sua vez, não é tão difícil assim, devo confessar.

A organização do Miss Mundo Brasil 2009 me convidou para ser um dos 18 jurados da disputa. Convite aceito, vamos ver como funciona esse negócio de concurso de beleza...

MISS MUNDO BRASIL

  • Flávio Florido/UOL

    Luciana Reis, candidata de Roraima, repete a irmã e vence

Na primeira noite, a de sexta-feira (3), nós, jurados, participamos da prova de apresentação, que é dividida em duas.

Primeiro: as misses desfilam em trajes de gala. Somos orientados a dar notas de 80 a 100, podendo dar notas como 81, 82, 83...

Segundo: as entrevistas. As 38 candidatas foram divididas em grupos de quatro ou cinco, e assim apresentadas aos 22 jurados (a prova de apresentação teve quatro jurados a mais do que o concurso em si).

As misses sentam-se à nossa frente e aguardam. Os jurados improvisam suas perguntas. Para cada grupo de candidatas, ao menos duas questões para cada uma delas - em vários casos foram feitas perguntas coletivas, e cada miss dava sua resposta individualmente.

O que perguntar a uma candidata a miss nacional? Foi curioso: fizemos, ao fim da noite, mais de 50 perguntas, e não houve questão repetida.

Entre as perguntas, curiosidades como "vocês são a favor ou contra a vivissecção de animais nas faculdades?"; "qual sua opinião sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para jornalistas?"; e "comente a crise no Senado".

Algumas respostas foram bem interessantes, a ponto de o apresentador dizer para nós, jurados: "E vocês vieram aqui achando que elas só tinham lido 'O Pequeno PríncipeŽ, né?". Após os risos coletivos, uma miss complementou: "Eu li! É essencial!".

Ao final da prova de apresentação, que durou mais de três horas, somos liberados sem saber quem são as dez que, pela soma de nossas notas, serão selecionadas para seguirem adiante. Só saberemos no dia seguinte, durante o concurso. (As outras seis semifinalistas são decididas por "atalhos", como Miss Esportiva, Prova de Talentos etc...)

O concurso

O segundo (e decisivo) dia é cheio de atividades. As misses começaram a ensaiar às 7h30 - como a prova de apresentação terminou depois da 1h, presume-se que elas dormiram pouco.

Aos jurados, é permitido acompanhar os ensaios e conversar com as misses - quando elas não estão no palco, é claro.

O concurso em si ocorre à noite e demora cerca de duas horas e meia. Começa com o desfile de trajes de gala, que não influencia quais candidatas avançarão - as semifinalistas foram definidas com as notas da véspera.

Sai o anúncio das 16 classificadas. Novo desfile, agora em "moda praia". Pela primeira vez na noite, entramos em ação: damos notas, mais uma vez de 80 a 100. Essas notas são somadas às duas da prova de apresentarão para selecionarem as seis finalistas.

Alguns desfiles depois, e com uma torcida barulhenta e hilária que chegou a gritar "se a minha miss não ganhar, cadeiras vão voar!", saem as seis finalistas.

Chega a última prova: a de perguntas e respostas. Parece-me a mais tensa. Cada candidata responde a uma pergunta, tentando mostrar desenvoltura, boa comunicação etc. Em alguns casos, as questões são sorteadas. Neste, foi uma única pergunta para todas.

Elas respondem, e aí entramos em ação pela segunda e última vez. Colocamos no papel quem, na nossa opinião, deve vencer, ficar em segundo e em terceiro lugar. Os votos são somadas, há um último desfile e... heureca! As três primeiras colocadas são anunciadas. Dever cumprido, mas não acabou.

Acompanhar ao vivo é muito diferente do que pela TV: há ainda muito a ver. A alegria da vencedora... A resignação de algumas derrotadas... O choro incontrolável, longo e sentido de outras. A impressão que dá é que não importa se elas terminaram em primeiro ou em último lugar: elas viveram seus dias de princesa em um conto de fadas. Algo irreal, emocionante, inesquecível.

E quem somos nós, jurados, nesse conto de fadas? As madrastas malvadas? Os dragões furiosos? A irmã invejosa? Espero que não nos vejam assim. Somos apenas coadjuvantes... Todo conto de fadas precisa de um personagem que não seja o príncipe, a princesa ou os vilões, mas que ajude, um pouco que seja, a história a ir adiante.

* O jornalista Pedro Cirne viajou a convite da organização do Miss Mundo Brasil 2009

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