UOL Tablóide visita fazenda mal-assombrada no Equador

Rodrigo Flores
Em Quito (Equador)
Pedro Cirne
Em São Paulo

Rodrigo Flores/UOL
A casa mal-assombrada; tímidos, os fantasmas evitam aparecer em fotos
Entre uma miss e outra, o enviado do UOL Tablóide ao Equador decidiu aceitar a indicação de guias locais e almoçar em uma fazenda colonial. A propriedade chama-se La Cienega e fica a uma hora de Quito. Erguida no século 17, a casa-sede é uma das mais antigas e significativas construções rurais do período. Suas paredes, feitas com pedras vulcânicas, têm mais de dois metros de espessura, sendo que algumas delas carregam as marcas da forte umidade no local. Há mais de 30 quartos, além de uma dezena de salas.

Toda essa introdução histórica é para dizer que a casa é velha, grande e úmida. E como quase toda casa velha, grande e úmida, La Cienega tem as suas histórias de fantasmas. O enviado do UOL Tablóide, um destemido acima (e apesar) de tudo, decidiu visitar o local e tirar a limpo as suas lendas.

(O UOL Tablóide alerta: cardíacos, crianças, gestantes ou pessoas facilmente sugestionáveis não devem continuar lendo esta reportagem. E muito menos as mal-humoradas, por motivos óbvios.)

A história de fantasma envolve traição e morte. Quem conta os detalhes é Milton Jácome, que trabalha como mordomo há mais de 20 anos em La Cienega.

Rodrigo Flores/UOL
O mordomo (à dir.) e a vela, acesa; repare: há um telefone, ao fundo (esq.)
"Alertado por amigos sobre aventuras extra-conjugais de sua mulher, um antigo dono desta fazenda armou um plano para flagrar os supostos atos de infidelidade. Ele decidiu simular uma viagem de negócios. Em vez de retornar depois de uma semana, como sempre fazia, ele escondeu-se em um bosque próximo e voltou no dia seguinte. Ao entrar em casa, durante a noite, ele encontrou a sua mulher deitada com o amante. Enfurecido, o homem não teve dúvidas. Primeiro matou o amante. Depois perseguiu a mulher e a esfaqueou até a morte. Desde então, o espírito da mulher vaga pela casa, e assombra quem se hospeda no quarto 9, local onde morreu."

Jácome afirma nunca ter visto fantasmas, mas toma as suas precauções. "Eu durmo sempre na parte da frente da casa, para evitar o quarto 9 e seus arredores." Ele afirma que muitas pessoas fazem questão de se hospedar ali na tentativa de ver algo sobrenatural. "Essas pessoas sempre se desapontam, pois os espíritos não aparecem para os turistas que estão lá só para conhecê-los."

Rodrigo Flores/UOL
O quadro que assusta (e atrai) visitantes
O estudante Alfredo Ibarra afirma ter mantido contato com os espíritos. "Na primeira vez em que estive aqui, o motorista que me trouxe se negou a dormir dentro de La Cienega, e passou a noite toda dentro do carro", conta. "Era madrugada quando comecei a sentir algo ou alguém puxando o meu lençol. Puxou uma, duas, três vezes. Na quarta, o puxão foi tão forte que meu cobertor foi parar no chão. Em pânico, olhei ao redor e não vi ninguém. Nunca mais durmo aqui." Durante a entrevista, Jácome levou o enviado do UOL Tablóide ao quarto 9. A pedido da reportagem, ele acendeu o castiçal que havia na mesa de centro. Por três vezes uma das velas foi acesa, e por três vezes ela se apagou. Detalhe: janelas e portas estavam fechados. Fantasmas?

O editor do UOL Tablóide acredita em fantasmas. Eles é que não acreditam no editor do UOL Tablóide.

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