Venice Beach tem de tudo, até pessoas normais

VAMOS A LA PLAYA

É, a praia...


Placas mostram o lado dos banhistas e o dos surfistas no mar


Esporte na praia? Pratique


Um detalhe para os amigos ornitólogos
Há muitas praias bonitas em Los Angeles. Uma, em particular, é tida como um grande reduto cultural e artístico, que atrai pessoas de todos os tipos: Venice Beach. Foi lá, exemplo, que se formou a banda The Doors - se você ainda não conhece The Doors, consulte a Rádio UOL imediatamente e volte a esta nota mais tarde. Ainda estaremos aqui.

Fundada em 1905, Venice Beach tem esse nome em homenagem a Veneza (Itália). Foi anexada a Los Angeles em 1925, tornando-se um distrito da "cidade dos anjos". Com esses dados em mãos, e mais alguns que não importam tanto assim, o Edior do UOL Tablóide partiu em mais uma jornada rumo ao conhecimento. Foi um momento puramente profissional: mar, areia, sol e momentos agradáveis foram uma espécie de brinde.

Surfistas, banhistas
A primeira coisa a se dizer de Venice Beach é que ela é linda. Além disso, cabe dizer que ela se divide em duas faixas paralelas ao mar: a de areia e o calçadão. Na primeira há areia fofa e quente, mar indecisamente indo e voltando, turistas tirando fotos, mães limpando crianças sujas de areia por todos os poros - e que estão adorando cada momento do dia.

O calçadão, por sua vez, é largo e bem freqüentado, mas sem "superpopulação". Entre o calçadão e a areia há as áreas esportivas: quadras de tênis, aparelhos de musculação, cestas de basquete. (Para infelicidade do Editor do UOL Tablóide, nenhuma quadra de futebol em que ele pudesse dar suas famosas caneladas na bola, provocando o riso dos adversários e o desespero dos companheiros de equipe.)

Se de um lado do calçadão há espaço para os atletas, do outro há para os consumidores. São lojas e mais lojas de camisetas, casas de tatuagem, pequenos bares ou lanchonetes etc.

As camisetas à venda são um caso a parte. São dezenas de cores e estampas, que quase sempre giram em torno da cultura pop local: The Doors, Bob Marley, o filme "Scarface" (de Brian de Palma, estrelado por Al Pacino), Superman, George W. Bush e, é claro, Homer Simpson.

Exibicionista
Há também muitos vendedores que não têm lojas, apenas se sentam no chão ou na mureta e expõe seus produtos: fotos (muitas do letreiro de Hollywood que paira sobre a cidade), quadros, caricaturas... Nada que destoe muito das praias brasileiras, até passar um ciclista com um protetor de couro cobrindo a genitália e todo o resto do corpo de fora. Peladão. Passava gritando "sim, sim, podem tirar fotos, é tudo de que preciso".

Ninguém o fotografava, mas olhavam mesmo assim para o peculiar exibicionista. Quem não olharia?
Além dele, passeavam também skatistas, turistas, casais de mãos dadas, roqueiros, "reggaeiros", tatuados, ciclistas... Alguns levavam seus rádios ligados bem alto (rock, reagge ou rap), outros conversavam entre si; alguns mais mal-educados, como este quase humilde escriba, prestavam atenção em conversas alheias, primeiro para identificar o idioma, e, depois, para ver que tipo de assunto falam as pessoas que vão a Venice Beach. Resposta óbvia: o mesmo assunto sobre o qual falam qualquer um que esteja na praia, ou seja, nada específico.

Uma coisa que talvez apenas os brasileiros reparassem: há um cartaz, sobre um restaurante, que diz, em inglês: "Assista aqui a todos os jogos da Copa do Mundo". Ao lado, está pintada uma bandeira do Brasil. Além de não ter um "timing" muito bom sobre suas promoções, o restaurante também não escolheu muito bem a seleção que seria sua "garota-propaganda".

Eis que surge a hora de ir embora. Após uma tarde inteira sem conversar com ninguém, o Editor do UOL Tablóide dá uma última olhada ao redor e vê apenas carrões lindos e táxis nem tanto; um taxista, o primeiro da fila, o encara com um olhar de ou-você-entra-logo-no-meu-carro-ou-pára-de-olhar-para-cá. Sem opções, o desorientado Editor, que fica ainda mais deorientado quando está em outro país, entra.

Quando o táxi está se preparando para partir, um outro carro pára ao seu lado. A janela abaixa, e uma moça oriental com um sorriso bonito pergunta ao taxista (que para ela, por algum motivo, não dá aquele olhar de ou-você-entra-logo-no-meu-carro-ou-pára-de-olhar-para-cá): "Por favor, para que lado fica Los Angeles?". Conclusão: nem só o Editor do UOL Tablóide está perdido nesta praia.

Ela ouve a resposta, agradece ao motorista, olha para o banco de passageiros e dá um simpático tchauzinho com a mão direita para o Editor do UOL Tablóide. Conclusão: nem tudo está perdido neste mundo...

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