James Bond vira tema de estudo de intelectuais em Paris

da Redação

O agente secreto com licença para matar James Bond, quem diria, acabou na academia.

Divulgação 
À direita, Bond, James Bond; à esquerda, Green, Eva Green; clique para saber mais sobre "Cassino Royale"
Cinquenta intelectuais franceses vão se reunir em Paris para o colóquio "História cultural e apostas estéticas de uma saga popular", da Biblioteca Nacional da França, que vai analisar o mito de James Bond e a maneira como ele sobreviveu ao seu ambiente inicial, a Guerra Fria.

Sociólogos, semiólogos, antropólogos, dry martinólogos e historiadores de Europa, Estados Unidos e Canadá já confirmaram presença.

James Bond, personagem de romances de espionagem criado por Ian Fleming em 1953, virou um fenômeno graças ao cinema. De "007 contra o Satânico Dr. No", de 1962, a "Cassino Royale", de 2006, os filmes são "excelentes testemunhos da história cultural das nossas sociedades e de suas evoluções" e "possuem uma singularidade que merece ser reavaliada", segundo os sisudos organizadores do colóquio.

Além dos livros e filmes, o personagem também apareceu na publicidade, nas revistas e em várias paródias.

Em suma, os estudiosos estão espantados com o fato de que o espião sobreviveu à queda do Muro de Berlim, aos atentados de 11 de Setembro e à era da Internet, e hoje continua líder de bilheteria, como em "Cassino Royale", em que ele combate terroristas em um ambiente de muita tecnologia, charme, violência e, ah, Eva Green como "bond girl".

"James Bond, o mito da reação vital", "Metamorfose e permanência da personalidade bondiana", "A Geopolítica de James Bond", "A Evolução das Figuras Femininas nos filmes de James Bond", "James Bond, o cinema de ação e a estética pop", "O universo em tensão dos romances de James Bond", "James Bond, do romance populista ao filme popular: a angústia da conspiração e do superpoder capitalistas", "A morte no desjejum: na mesa de um agente secreto" e "007, um herói que se adapta" são alguns dos temas que serão debatidos pelos participantes do colóquio na França.

Como já dizia minha tia Izildinha: "meu nome é Izildinha; Tia Izildinha".

Fonte: AFP

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