Francês bêbado escala Basílica de São Pedro no Vaticano

Do Editor do UOL Tablóide

Em Roma, como os romanos, diz um ditado muito sábio. Nunca faça em Roma ou no Vaticano como os franceses. Você vai entender por quê.

Um francês bêbado, segundo a agência de notícias AFP, invadiu nesta quarta-feira um edifício da Basílica de São Pedro, no Vaticano, para tocar um sino. O arruaceiro foi detido, segundo uma fonte da Santá Sé.

Em plena madrugada, o homem, descalço e seminu, escalou os andaimes instalados para a restauração da fachada do "Arco dos Sinos", que se encontra à esquerda da basílica. E pôs o sino para badalar.

Como o badalo batendo no sino costuma fazer algum barulho, não deve ter sido difícil localizar o cidadão europeu. O francês, cuja identidade e idade não foram divulgados, estava bêbado e "num estado de confusão", segundo a agência Ansa.

O "Arco dos Sinos" é uma das três entradas da Basílica de São Pedro, e é vigiada pela Guarda Suíça pontificial.

Claro que um bebedor de vinho ou algo mais não pode ser tomado por todos os franceses. Para evitar novas generalizações deste tipo, o Editor do UOL Tablóide está lendo "Os Franceses", do pesquisador Ricardo Corrêa Coelho, lançado recentemente pela editora Contexto. Algumas curiosidades francófilas que o leitor do Tablóide vai adorar:

1) Para os franceses, tomar uma ducha (chuveirada) é diferente de tomar um banho (banho tem de ser na banheira, preferencialmente grande, e nem todas as casas têm banheira). "Como o banho é para os franceses uma coisa muito especial, ele não pode ser diário. (...) O que os franceses fazem diariamente é a sua 'toilette', aquilo que os brasileiros chama de 'banho de gato'".

2) Hoje, todos os franceses têm acesso à águam, mas ela continua sendo considerada um recurso raro (e caro), que deve ser poupado.

3) "Visto que o espaço doméstico é limitado e restrito, os parisienses utilizam-se dos espaços públicos como extensão de suas residências. Os cafés são certamente os lugares mais freqüentados e utilizados com esse fim." Após consumirem um produto qualquer, um café, uma água, chá, refrigente ou cerveja, tanto faz, o parisiense costuma ficar à mesa do estabelecimento o quanto quiser. Os donos dos cafés jamais se incomodam de eles terem parado de consumir - o que, para o Editor do UOL Tablóide, é um dos exemplos máximos de civilização capitalista.

4) Os motoristas de ônibus não podem dar arrancadas ou freadas bruscas, porque isso poderia machucar um passageiro de mais idade, presença mais do que comum nos coletivos.

5) Os jardins franceses não procuram disfarçar a intervenção humana. Por isso, eles são geométricos, vale dizer, visivelmente racionais.

Esses são alguns detalhes do capítulo sobre a vida cotidiana na França. O livro trata de outros aspectos também - fatos históricos, gastronomia, política, cultura etc.

Talvez, depois de ler o livro inteiro, o Editor possa explicar melhor por que o tal francês quis tocar o sino do Vaticano. Mas, pensando bem, talvez o fato de o sinaleiro ser francês tenha sido uma coincidência apenas, dessas que deixam uma notícia mais engraçada sem significar coisa alguma.

Tia Izildinha, depois de tomar ciência deste caso, achou que devia apenas dar um conselho: se vai badalar, não beba; se bebeu, não badale.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos