Britânico que simulou morte comparece a tribunal

Da AFP

O britânico que fingiu que havia se afogado no mar e que reapareceu mais de cinco anos depois foi indiciado formalmente esta segunda-feira por fraude, enquanto sua mulher, detida domingo ao retornar do Panamá, é interrogada pela polícia.

John Darwin, um ex-carcereiro de 57 anos, compareceu a um tribunal de Hartlepool, nordeste da Inglaterra, onde foi acusado de fraude e de ter feito declarações falsas.

O homem, que declarou o nome e data de nascimento, ouviu de modo impassível a leitura das acusações.

Depois de ser acusado de "engano com o objetivo de obter dinheiro" e de "declarações falsas para obter um passaporte", Darwin será mantido na prisão até pelo menos sexta-feira, quando voltará ao tribunal.

O homem, que desapareceu em 21 de março de 2002 no mar do Norte depois de um passeio de canoa, foi detido terça-feira passada, quatro dias depois de ter se apresentado em uma delegacia de Londres, onde se identificou como desaparecido e disse não lembrar nada do que havia feito nos últimos anos.

A "viúva" Anne Darwin, 55 anos, que a princípio afirmara estar em choque ao sabre que o marido estava vivo, foi detida domingo no aeroporto de Manchester.

Confrontada com uma foto do casal feita ano passado no Panamá, ela admitiu que sabia da atitude do marido, que simulou a morte por causa das dívidas.

A "viúva" recebeu o dinheiro do seguro de vida, vendeu as propriedades do casal e se mudou para o Panamá há dois meses com o marido.

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