UOL Tablóide Critica: o novo álbum de Charles Manson

Editor do UOL Tablóide

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Às vezes o Editor do UOL Tablóide ouve música. Às vezes ele escolhe mal os álbuns que ouve.

Navegando outro dia pela Internet, o Editor descobriu que um dos discos de ninguém menos que Charles Manson, chamado "One Mind", podia ser baixado de graça (e de maneira totalmente legal, vale ressaltar). Curioso que só, ele achava que não podia perder a oportunidade de ouvir um disco de Manson. Mesmo que fosse para falar mal depois. Pois bem: o disco é uma droga.

Antes de continuar, porém, é preciso explicar quem é Charles Manson. Nascido nos Estados Unidos em 1934, Charles Milles Manson desde sempre foi um garoto-problema. Passou boa parte da sua adolescência cometendo pequenos crimes e foi parar em reformatórios por diversas vezes. Aos 32 anos, já tinha passado mais da metade de sua vida atrás das grades.

O fato é que Charles Manson passou a achar que era Jesus Cristo - pelo menos, é o que ele dizia. Ele também afirmava ter certeza de que os Beatles mandavam mensagens cifradas pra ele. E só seus amigos mais chegados - também conhecidos como a "Família Manson" - sabiam disso. Ele também achava que haveria uma guerra mundial entre brancos e negros e que ele, seus amigos e os Beatles (!?) governariam o mundo depois que essa guerra acabasse.

Você pode pensar: "ema, ema, ema, cada um com seus problemas, o cara é louco". O problema é que, além de doido, Manson era perigoso. Como o fim do mundo estava demorando para chegar (?!), ele decidiu reunir a "Família" para promover uma grande matança para ver se as coisas aconteciam mais rápido (???). No episódio, foram assassinadas sete pessoas - entre elas, a atriz Sharon Tate, mulher do diretor de cinema Roman Polanski, que estava grávida de 8 meses e meio.

O mundo não acabou e Manson foi condenado à pena de morte em 1971. Escapou devido a uma mudança na lei da Califórnia, mas desde então está preso e sem direito à liberdade condicional.

Manson tem aproveitado o tempo livre e as acomodações prisionais para incomodar outras pessoas fazendo algo que ele chama de música. As canções em "One Mind" não têm nada de mais. Só ele tocando um violão e balbuciando palavras. A qualidade das gravações é péssima. E, para piorar algo ruim, ele recita poesias e fica falando coisas sem sentido entre as músicas. Tedioso, pra dizer o mínimo. A única vantagem de "One Mind" é que ele é gratuito. Mesmo assim, é caro, pelo que oferece.

A realidade é que se Charles Manson não tivesse cometido um crime bárbaro, as pessoas provavelmente nem prestariam atenção no trabalho "musical" do psicopata. Como o Editor do UOL Tablóide já teve a inglória tarefa de ouvir o disco (inteirinho, diga-se de passagem), ele faz questão de avisar que o álbum é uma porcaria. E tenho dito. Se você quiser tirar a prova, basta clicar aqui. Não diga depois que você não foi avisado.

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