Editor do UOL Tabloide investiga o fenômeno do Triângulo das Bermudas

Pedro Cirne
Do UOL Tabloide
Enviado especial a Nassau (Bahamas)

Aviões e navios já sumiram na misteriosa área da América Central conhecida como Triângulo das Bermudas. Isso é fato. Mas, até aí, já sumiram barcos e navios em todas as partes do mundo. O curioso são as teorias por trás desses desaparecimentos.

Onde fica o Triângulo das Bermudas

  • Arte UOL

    O temido triângulo fica bem no meio do oceano

Uma vez que está nas Bahamas para o Miss Universo 2009, o Editor do UOL Tabloide resolveu investigar o fenômeno. Talvez a origem dessa fama esteja no desaparecimento de cinco aviões Avengers da marinha dos Estados Unidos em 1945. Uma patrulha de rotina, formada por cinco pilotos experientes, teria partido em um dia ensolarado. Depois, eles avisam a torre que estão perdidos e que as bússolas não funcionavam. Os cinco sumiram, e o incidente permanece sem explicação.

Há desaparecimentos anteriores a este. Mas é a partir daí que a mídia, especialmente a norte-americana, voltou seus olhos para o lugar. Seu "batismo" só ocorreria em 1964, com um artigo publicado na revista "Argosy", escrito por Vincent Gaddis e cujo título era "O letal Triângulo das Bermudas".

Uma maneira de saber mais sobre a região seria ir pessoalmente, de barco ou avião, para as áreas em que mais seres humanos desapareceram. Pode não ser o caminho mais esperto.

Além do mais, Bahamas já fica dentro do Triângulo das Bermudas. A área, também conhecida como Triângulo do Diabo, varia de autor para autor, já que não está nos mapas oficiais. Mas, normalmente, costuma ser considerada a área a partir da costa do Sudeste dos Estados Unidos, no oceano Atlântico, e suas extremidades atingem as proximidades de Bermuda, Miami (EUA) e San Juan (Porto Rico). O Triângulo das Bermudas cobre, portanto, cerca de 1,295 milhão de quilômetros quadrados, inclusive Nassau (obrigado, How Stuff Works)!.

Outra maneira de investigar é: ouvir os bahamenses. O que eles acham?

Primeira parada: Tortuga. Não a ilha apresentada na trilogia "Piratas do Caribe", que até existe, mas fica lá no Haiti. Mas Tortuga, a loja de presentes etílicos (garrafas de rum, na verdade). Lá que encontramos Sharine Deveaux, funcionária da loja e bahamense.

"Não sei se é verdade que há algo estranho, mas sim, muitos navios e aviões sumiram aqui por perto", disse Sharine. Questionada se há alguma explicação, ela sorri. "Pode ser a água... Será que não há animais que moram lá e são desconhecidos?" "Que tipo de animais?", pergunta o Editor do UOL Tabloide. "Os que atacam navios..."

Sim, essa é uma teoria. Monstros marinhos. Não necessariamente uma baleia como a Moby Dick de Herman Melville, mas criaturas igualmente gigantes, ainda desconhecidas, como o leviatã (o enorme monstro marinho descrito na Bíblia, não o livro do Thomas Hobbes), um parente distante do Monstro do Lago Ness ou um kraken, como aquele que aparece nos já citados filmes de "Piratas do Caribe".

Por falar em piratas, e já que estamos no Caribe, por que não tentar falar com um? Não um verdadeiro, claro, uma vez que eles são criminosos foragidos. Mas temos à nossa disposição o simpático capitão Skippy - pelo menos é assim que Basil Armbrister é conhecido no museu Piratas de Nassau, onde trabalha devidamente vestido como pirata.

"É claro que há alguma coisa diferente nessa região", diz o capitão Skippy. "O que explica tantos acidentes? Conheço as teorias, já ouvi falar em alienígenas, mas não acredito em nenhuma delas. Só sei que há algo estranho."

Esta teoria apresentada pelo capitão Skippy se soma à dos bichos gigantescos: a culpa é dos alienígenas (ao ler isso, você ouve a música do "Arquivo X"?). Quando o vetusto Editor do UOL Tabloide era criança (faz tanto tempo, internauta, que nem a teoria da www existia), havia um livro de ufologia que dizia que era a partir de um ponto no Triângulo das Bermudas que alguns alienígenas observavam o desenvolvimento da Terra. (Nunca ficou bem explicado se eram alienígenas da mesma raça ou uma grande assembleia alien, uma espécie de ponto diplomático avançado de algum tipo de ONU intergalática.)

Alienígenas, bichos marinhos. Mas há mais teorias (não diria conspiratórias, pois contra o que elas estariam conspirando?), a saber:

- o Triângulo das Bermudas fica sobre a antiga cidade perdida da Atlântida;

- uma estranha neblina eletrônica que apareceria vez ou outra sobre a área; há um livro sobre a teoria, "The Fog: A Never Before Published Theory of the Bermuda Triangle Phenomenon" (A Neblina: uma teoria jamais publicada sobre o fenômeno do Triângulo das Bermudas), de Rob MacGregor e Bruce Gernon;

- o fato de o magnetismo ser mais fraco por lá ou de as bússolas não funcionarem como deveriam;

- a possibilidade de existirem buracos para outras dimensões (alô, escritores de ficção científica...);

- e outras, claro!

Acostumado a lidar com turistas, o taxista Coyotito Greene, que trabalha no porto de Nassau, não acredita que haja algo sobrenatural na área. "Mas ainda não tive a oportunidade de voar por lá... Você teria coragem?", questiona ao Editor do UOL Tabloide.

"Vim de avião para cá, então voei pela região", responde o interrogado jornalista. "Então você viu que não há nada demais!", retruca Greene.

Sim, há as teorias menos fantásticas, que reduzem todos os desaparecimentos a apenas duas causas, normalmente combinadas: erro humano e condições climáticas adversas. Mas, entre esta última e cinzenta opção, e as míticas e múltiplas alternativas anteriores, qual escolher na hora de falar sobre as Bahamas e o Triângulo das Bermudas?

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